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2010 promete boas notícias para o setor

Lourival Kiçula, presidente da Eletros

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Se para o futebol, 2010 será daqueles anos que a gente quer esquecer, o mesmo não ocorre com o setor de eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Três motivos principais prometem fazer este ano memorável. Primeiro, a Copa do Mundo, evento que alavancou o comércio como um todo e, em especial, a linha marrom. Segundo, o próprio momento de exuberância da economia brasileira, que trouxe classes C e D para o mercado consumidor, com acesso a crédito e aumento de renda. E terceiro, mas não menos importante, a aposta da indústria em investir na tecnologia de ponta.

Para esse cenário otimista, a contribuição da linha marrom – com as vendas de televisores – teve e tem peso significativo. Apesar da saída precoce do Brasil da Copa do Mundo e o término do torneio, em 11 de julho, a situação não deve mudar e, assim, fica mantida a projeção de venda de 11,5 milhões de aparelhos este ano, o que representará crescimento de 19,7% sobre o ano passado. Ao observar a série histórica dos efeitos da Copa do Mundo, de quatro em quatro anos, a venda de televisores recebe um impulso – em 2006, por exemplo, o incremento foi de 21,7% quando comparado às vendas do ano anterior.

A queda no preço dos televisores LDC, de plasma e Led, somada à busca por novas tecnologias, tem sido grande fator de atração para os consumidores. De janeiro a abril, a alta foi de 63% sobre o mesmo período do ano passado, sendo que as vendas dos aparelhos LCD, de plasma e Led aumentaram 145%.

Pouco a pouco, os aparelhos de nova geração ocupam espaço maior no mercado. Televisores com tecnologias LCD, de plasma e Led já superam, em vendas, os convencionais. No ano passado, a divisão estava em 45% para as novas tecnologias e 55% para os aparelhos tradicionais. Este ano, a estimativa é que essa proporção seja alterada para a ordem de 40% a 60% em favor dos aparelhos LCD, de plasma e Led.

Os primeiros meses, também se mostraram auspiciosos para a linha branca e revelaram a vitalidade do segmento. A venda de refrigeradores cresceu 25% no primeiro trimestre, ao passo que a taxa de crescimento para as lavadoras automáticas foi de 20% e das semiautomáticas, de expressivos 25%. No caso dos fogões, a alta foi menor, cerca de 4%. Apesar da influência do IPI reduzido sobre esses números, a tendência de alta verificada até aqui é consistente e a linha branca deverá fechar o ano com crescimento médio de 15%.

No caso dos eletroeletrônicos portáteis, o primeiro trimestre também foi favorável e o segmento registrou crescimento de 10%. Ressalte-se que os portáteis sofrem forte concorrência de produtos importados e influência da variação cambial. Para este ano, porém, a expectativa é que essa alta persista e o ano feche com expansão de 10% em relação ao ano passado.

Tudo somado, este ano promete ser de boas notícias para o setor. É importante destacar que o desempenho se dará na comparação com uma base forte, uma vez que, apesar da crise financeira mundial, o ano passado foi de crescimento, em função especialmente do mercado interno, que sustentou e continua ajudando o Brasil a superar os obstáculos.

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