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TI MATÉRIA ESPECIAL

Distribuição de produtos de informática e tecnologia retoma crescimento

Computadores portáteis, dispositivos móveis e games são a aposta de distribuidores para incremento de até 30% nas vendas deste ano.

A depender do otimismo de consultorias de mercado e dos distribuidores de produtos de informática e eletroeletrônicos, este ano será muito gratificante. É consenso que esse segmento vai superar a marca dos 20% – pode chegar até 30% – de crescimento em vendas. De acordo com estimativas da consultoria International Data Corporation (IDC), até o fim do ano terão sido vendidos na América Latina mais de 43 milhões de computadores portáteis – notebooks e netbooks – e 11 milhões de smartphones. Quando se fala em América Latina, o Brasil corresponde à metade do potencial de mercado. Em toda a região, 75% dos embarques totais de hardware ainda passam por distribuidores antes de chegar ao usuário final.

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A Intel, maior fabricante mundial de chips e microprocessadores – e, portanto, um termômetro confiável da produção de computadores e eletroeletrônicos –, declarou à imprensa que observou crescimento de 30% na demanda brasileira por itens de tecnologia nos primeiros seis meses deste ano. De acordo com a consultoria IT Data, fabricantes de equipamentos e componentes como Hewlett-Packard (HP), EMC, Itautec e Positivo registraram taxas de crescimento entre 20% e 32%. Nesse mesmo período, o investimento em tecnologia – hardware, software e serviços – por empresas nacionais privadas e estatais chegou a R$ 24,3 bilhões. De acordo com informações do mercado, o resultado é quase 20% superior ao do primeiro semestre do ano passado.

A confiança no momento econômico do país e no fim do período crítico da crise mundial, segundo analistas, fez com que crescesse tanto a comercialização de computadores como seu ecossistema. Para a consultoria International Data Corp. (IDC), a previsão é que até o fim do ano o mercado de PCs atinja a marca de 13,2 milhões de unidades vendidas, número que é 20% maior do que o registrado no ano passado.

PORTÁTEIS E ÚNICOS
Chama a atenção nos estudos da IDC a superioridade na venda de notebooks para usuários domésticos, além da grande aposta dos fabricantes de computadores nos dispositivos móveis de acesso, os handhelds e smartphones. Eles já devem despontar como responsáveis por um aquecimento inédito nas vendas deste ano. Levantamento de outra consultoria, a GfK Retail and Technology, revela que 1,36 milhão de notebooks foram comercializados no primeiro trimestre deste ano, o que representa crescimento de 70% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Para Andrea Fernandes, gerente de marketing do Grupo Move de distribuição, os computadores portáteis devem ser a principal tendência deste ano. “Isso movimenta também as vendas de discos de memória, mochilas, pendrives e outros acessórios, o que é excelente para nosso modelo de negócio, pois beneficia quase todos os nossos parceiros”, comemora Andrea. No contexto dos computadores portáteis, o conceito mais recente é o do dispositivo all in one (tudo em um), que mantém as pessoas conectadas o tempo todo, em qualquer lugar. O Grupo Move acompanha essa tendência. “Fomos um dos primeiros distribuidores a comercializar esse tipo de produto”, afirma a gerente. Ela prevê incremento nas vendas de 35% ao mês até dezembro, o que a fará atingir a meta de faturamento anual da empresa.

Marcelo Soares, gerente de marketing da distribuidora SND, compartilha da opinião de Andrea. “Temos uma expectativa muito grande na venda de notebooks e acessórios. Estamos investindo em novas parcerias, com fabricantes como Lenovo e Positivo, para completar nosso portfólio, que já contempla Itautec, Samsung e LG”, revela. A expectativa de crescimento da SND é de 25% no segundo semestre. Relacionamento com os clientes, atendimento personalizado e aperfeiçoamento do ecommerce são as estratégias da empresa para atingir sua meta. “Procuramos ter foco na venda do nosso cliente e não na nossa venda para o cliente”, explica Soares.

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COPA E TELEVISÃO
Todo esse cenário é desenhado para o segundo semestre. O primeiro foi dos televisores. Prova disso é a constatação pela GfK Retail and Technology de que 1,2 milhão de televisores LCD foram vendidos no Brasil somente em março. Essa tese é confirmada por Carlos Tirich, diretor comercial da distribuidora Alcateia. “Com o fim da Copa do Mundo, que desviou o consumo para televisores, temos a expectativa de crescer pouco mais de 20%. Historicamente, o setor de informática e TI progride de 20% a 30%, que é um índice maior do que o crescimento da economia do país”, afirma o executivo. Tirich observa que 2009 foi um ano muito estagnado, e isso faz a retomada do ritmo parecer algo surpreendente. “Voltamos a acelerar na mesma intensidade do período anterior à crise”, explica.

A crise econômica mundial pode servir de pretexto para muitas justificativas. Para a Maxprint, porém, foi um momento de investimento na marca e de resultados inesperados. Segundo Rafael Cortes, gerente de produto da distribuidora, que tem na informática e no material de escritório seu ponto forte, a propaganda em televisão e outdoors, no ano passado, além do empenho da equipe de vendas, resultou no crescimento de 23% em relação a 2008. A empresa faturou R$ 217 milhões no ano passado. “Este ano, prevemos chegar aos 27%, baseados no crescimento do varejo de uma forma geral”, projeta Cortes. O executivo explica que o país registra aumento médio de 7% no volume de vendas do varejo, enquanto os segmentos de informática e material de escritório, nos quais a Maxprint atua, ostentam mais do que o dobro. “O aumento do poder de compra do consumidor brasileiro pode gerar até R$ 760 bilhões este ano para o varejo”, afirma Cortes, baseado em pesquisas de mercado. A grande aposta da Maxprint para o segundo semestre, quando o consumo tende a aumentar, é a novidade em produtos de informática. Ou seja, aproveitando a avidez do usuário por acessórios inéditos, a empresa traz ao mercado nacional sugestões de presentes para uso no trabalho e em casa, como malas e mochilas para notebooks, mouses e teclados sem fio. Para atrair adolescentes, lança durante a feira Eletrolar Show uma linha de games inovadores e um controle para o game Play Station que ainda não chegou ao Brasil. “Apostamos no entretenimento de baixo custo”, assegura Cortes.

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