GfK – CAMPEÕES DE VENDAS DE 2020

De janeiro a novembro, o faturamento do setor de eletroeletrônicos cresceu 24%. A categoria que ficou em primeiro lugar foi a de aspiradores de pó.

por Leda Cavalcanti

O segmento de eletroeletrônicos não tem do que se queixar no ano de 2020. De janeiro a novembro, cresceu 24% em faturamento na comparação com o mesmo período de 2019. Uma situação inédita para um ano atípico. “Ninguém imaginaria que um crescimento desses aconteceria devido à mudança de comportamento do consumidor”, diz o diretor da empresa de pesquisas GfK, Fernando Baialuna. O setor de construção foi seu companheiro de crescimento. 

Fernando Balaiuna, diretor da GfK

No topo do ranking de eletroeletrônicos, ficou a categoria de aspiradores de pó, que teve crescimento de 65% no faturamento. Só o aspirador robô chegou à casa de 380% de aumento. Em seguida, vieram os tablets, com 62%; notebooks, com 60%; videogames, com 57%; fritadeiras elétricas, com 51%;, batedeiras, com 35%; mixers, com 34%; cooktops, com 33%; pranchas de cabelo, com 32%; e impressoras, com 30%.

No topo do ranking de eletroeletrônicos ficou a categoria de aspiradores de pó, que teve crescimento de 65% no faturamento. Só o aspirador robô chegou à casa de 380% de aumento.

Aumento de faturamento também foi registrado por outras categorias. Refrigeradores subiram 25%; desktops, 25%; aparelhos de ar-condicionado, 24%; cafeteiras, 23%; lava e seca, 23%; smartphones, 23%; fogões, 22%; liquidificadores, 21%; micro-ondas, 20%; tanquinhos, 19%; lavadoras automáticas, 16%; televisores, 12%; ventiladores, 10%; e secadores, 9 %. Tiveram queda no faturamento as categorias de aparelhos de som (menos 3%), ferros elétricos (menos 9%) e DVDs (menos 37%).

A casa como lar

O ano foi tão favorável a ponto de alguns varejistas regionais afirmarem que estão, desde março de 2020, vivendo uma sazonalidade como a que acontece nas datas comemorativas. “O segmento de eletros vem crescendo de maneira consecutiva todos os anos. Na última Black Friday, seu faturamento aumentou em 21% sobre o ano anterior. O ano de 2020 foi muito positivo”, afirma Fernando.

Em novembro, o faturamento do setor subiu 21%. Em unidades, a queda foi de 19%. “O crescimento foi apoiado pelo aumento de preço e pelos produtos premium, os mais procurados no canal online”, explica o diretor da GfK. “Houve problemas, claro, como a falta de produtos, mas a quarentena impôs um cenário que levou o consumidor a ver a casa, realmente, como um lar”, acrescenta.

Quem gastava muito dinheiro para comer em restaurantes, por exemplo, percebeu, durante a pandemia, que o lar poderia prover muito mais e, ainda, ajudar a economizar. Em vez de grandes viagens, reuniões com poucos amigos. “Isso ganhou importância com o novo comportamento do consumidor e, ao que tudo indica, veio para ficar.”

O desafio do varejo

Frente a 2021, o cenário é de interrogação. O que esperar do novo ano? “Ainda nada está claro, pois temos que enfrentar problemas macroeconômicos, como a crescente taxa do desemprego, a queda da renda, as incertezas a respeito da vacinação e a desconfiança do consumidor, o principal termômetro para as vendas”, explica Fernando.

O desempenho do primeiro trimestre de 2021 será fundamental para traçar estratégias, afirma. “O Brasil ainda tem grande demanda reprimida, principalmente nas linhas branca e marrom, e, para o varejo, fica o desafio de oferecer crédito e prazo ao consumidor para alavancar as vendas.”      

“O Brasil ainda tem grande demanda reprimida, principalmente nas linhas branca e marrom, e, para o varejo, fica o desafio de oferecer crédito e prazo ao consumidor para alavancar as vendas.”

Da parte do consumidor ainda há questionamentos, conta o diretor da GfK, alguns ligados à economia e outros à vida pessoal. Viagens a trabalho não poderiam ser resolvidas com reuniões virtuais? Perde-se o contato pessoal, mas há ganhos em termos de qualidade de vida. “As pessoas estão fazendo um balanço de suas trajetórias”, diz Fernando. O jeito é esperar o final do primeiro trimestre.

Quem cresceu no faturamento

Aspiradores de pó 65%
Tablets 62%
Notebooks 60%
Videogames 57%
Fritadeiras elétricas 51%
Batedeiras 35%
Mixers 34%
Cooktops 33%
Pranchas de cabelo 32%
Impressoras 30%
Refrigeradores 25%
Desktops 25%
Ar-condicionado 24%
Cafeteiras 23%
Lava e seca 23%
Smartphones 23%
Fogões 22%
Liquidificadores 21%
Micro-ondas 20%
Tanquinhos 19%
Lavadoras automáticas 16%
Televisores 12%
Ventiladores 10%
Secadores 9%

Quem perdeu no faturamento

Aparelhos de som menos 3%
Ferros elétricos menos 9%
DVDs menos 37%

Fonte: Revista Eletrolar News ed. 140

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