Categoria de TI é destaque no crescimento do mercado

Gerenciamento de custos é fundamental para a indústria e o varejo.

Por Leda Cavalcanti

O segmento de TI continua sendo destaque em unidades vendidas de eletroeletrônicos nos cinco primeiros meses de 2021. “O mercado respira sobre um movimento importante da categoria, cujos preços aumentaram em 15% sobre 2020. É em cima deste número que cresce o mercado em 2021”, conta Ricardo Moura, head MI da empresa de pesquisas GfK.

Fernando Baialuna




“O desconto pode ser uma alternativa para buscar a conversão de vendas. Porém a discussão é a questão da margem de lucratividade. O custo influencia a formação do preço.”

Hoje, o mercado convive com fatores como o desemprego, que atinge quase 15% da população do País, o gerenciamento de custos e a incerteza da vacinação. As categorias crescem em preço e, consequentemente, em faturamento. “A retomada das vendas em unidades ainda não chegou. Há a avaliação dos produtos premium x custo-benefício e a necessidade dos descontos”, diz o diretor de atendimento ao varejo & retail, Fernando Baialuna.

Desde a primeira semana de 2021 até a metade do ano, todas as categorias de eletros cresceram em preço e em faturamento. Como as marcas estão trabalhando com descontos, há migração de tecnologias para beneficiar o preço final dos produtos. Isso também abre espaço para empresas que estão entrando no mercado com produtos de preço intermediário e sem tecnologia de última geração.

Cuidados em 2021

Este é um ano de muita atenção e de cuidados para as empresas, afirma Ricardo. “O mercado cresce em faturamento, mas os fabricantes, que têm de gerar demanda, precisam tomar cuidado com o repasse de custos. As negociações estão acirradas, faltam insumos e não há espaço para erros, principalmente no caso do mix. É preciso ter fluxo de caixa”, diz Ricardo. “A hora é de cautela, quase como um compasso de espera”, acrescenta Fernando.

A economia brasileira, é importante lembrar, tem suas particularidades, entre elas o fato de ter uma alta parcela de trabalhadores informais, inclusive nos setores de serviços e de mão de obra, cujo trabalho, agora bastante escasso com a pandemia, contribui para injetar dinheiro no mercado. Em tempos normais, o emprego é consequência. 

O cenário é desafiador e requer planejamento uma vez que o mercado depende de questões ligadas à geração de renda. A economia, por sua vez, continua tímida e afeta o otimismo do consumidor. Não deve ser esquecido o fato de que, para comprar, ele precisa de elementos mais positivos, como o avanço da vacinação e a geração de empregos.

Segundo semestre

A projeção é mais conservadora porque há uma série de problemas que necessitam de solução, entre eles os insumos, o gerenciamento da cadeia de suprimentos e os atrasos nas importações e no esquema de vacinação. “Se tudo der certo com a vacinação, o mercado começará a melhorar. Iniciaremos uma retomada positiva”, explica Ricardo.

Ricardo Moura

“O mercado cresce em faturamento, mas os fabricantes, que têm de gerar demanda, precisam tomar cuidado com o repasse de custos. As negociações estão acirradas, faltam insumos e não há espaço para erros, principalmente no caso do mix. É preciso ter fluxo de caixa.”

O esquema de oferta de descontos, que vigorou no ano passado e está sendo retomado, tem ligação direta com o movimento do mercado, conta Fernando. “O desconto pode ser uma alternativa para buscar a conversão de vendas. Porém a discussão é a questão da margem de lucratividade. O custo influencia a formação do preço.”

Indústria e varejo vêm discutindo como oferecer descontos e conservar maior lucratividade no momento atual. De acordo com os diretores da GfK, o que se constata é um resultado dentro das expectativas, ou seja, está ocorrendo um aumento de vendas, em faturamento, sustentado pela subida do preço médio de todos os produtos.

Fonte: Redação Eletrolar News #143
eletrolar.com

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