FECOMERCIOSP – União em defesa da vida

Abram Szajman, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo – FecomercioSP

A humanidade está numa encruzilhada: como preservar a atividade econômica diante da necessidade de reduzir a disseminação do novo coronavírus, que ameaça colapsar os serviços de saúde?

Não há mais o que diagnosticar sobre os efeitos econômicos dessa pandemia. O foco deveria estar em fazer funcionar os canais por onde deve correr muito dinheiro para a adaptação do sistema de saúde e para a manutenção das empresas e do emprego.

A expectativa da FecomercioSP era de que as vendas do varejo brasileiro aumentassem 2,4% em 2020, na projeção mais conservadora. Essa previsão, obviamente, já está revista: no mais otimista dos cenários, o faturamento cairá 3,6% neste ano, uma perda de pelo menos R$ 115 bilhões – cifra que pode chegar a R$ 138 bilhões, correspondente ao faturamento de 25 dias de todo o varejo no Brasil.

Enquanto a ciência não encontrar meios para derrotar o novo coronavírus, a tarefa de contê-lo deve ser repartida entre governos e sociedade.

Existe muito mais o que fazer além da prorrogação de impostos e contribuições no âmbito do Simples Nacional, da injeção de R$ 57 bilhões por parte do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da dilação das dívidas empresariais. Decisões como essas precisam ocorrer também nos âmbitos estadual e municipal.

Enquanto a ciência não encontrar meios para derrotar o novo coronavírus, a tarefa de contê-lo deve ser repartida entre governos e sociedade. As dificuldades precisam ser assimiladas por todos, o que torna especialmente relevante o diálogo entre empresas e trabalhadores.

Em resumo, estímulos fiscais e pacotes de proteção social são importantes, mas não bastam. A união, a consciência e a solidariedade são os fatores determinantes na defesa da vida.

Fonte: Revista Eletrolar News ed. 136

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