FIESP: REFORMA TRIBUTÁRIA É MAIS QUE NECESSÁRIA

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)

Paulo Skaf, presidente da FIESP e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP)

Na passagem de 2019 para 2020, a indústria e a economia brasileira vinham mostrando claros sinais de reação, com indícios de que a gradual recuperação ganharia força ao longo de 2020. Essa expectativa se apoiava no ambiente de juros baixos, inflação controlada e um setor imobiliário em franca recuperação. Infelizmente, essa trajetória foi interrompida com a chegada da pandemia.

No momento mais agudo da crise, o FMI chegou a prever uma queda de 8% para o PIB brasileiro em 2020, enquanto o Banco Mundial falava em uma redução de 9,1%. Com a surpreendente reação da atividade econômica, a queda foi de apenas 4,1%, muito menor do que a esperada e do que a verificada em diversos países.

Em grande parte, a reação se deveu às importantes ações do governo federal, como a adoção de programas de crédito, auxílio emergencial, flexibilização do mercado de trabalho e adiamento do recolhimento de impostos. Com essas medidas, o País conseguiu atravessar o pior momento da crise e já começamos a recuperar parte do fôlego perdido no início do ano passado.

A FIESP segue defendendo que a medida de maior impacto sobre a economia é a aprovação de uma reforma tributária que simplifique o atual sistema e reduza a burocracia e os custos de conformidade das empresas. Para o PIB de 2021, a projeção é de crescimento de 4%. No entanto será fundamental, neste ano, o retorno ao controle orçamentário com o respeito à Lei do Teto de Gastos.

Fonte: Revista Eletrolar News – Edição 141

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