Quem é o consumidor pós a Covid-19?

Com a crise, emergem valores e mentalidades que definem novos comportamentos, mostra estudo da McKinsey & Company.

As respostas à pergunta interessam aos diferentes setores da economia, uma vez que todos foram afetados pela Covid-19. Uma retração do PIB é esperada, mas as empresas resilientes, com maior capacidade de responder ao impacto, certamente retomarão mais rápido as suas atividades devido ao fato de gerarem mais valor nas fases de recuperação e de crescimento. Apesar de todos os problemas, há uma tendência positiva para o consumo.

Com a crise, emergem valores e mentalidades que definem novos comportamentos, mostra estudo da McKinsey & Company. Não é suficiente apenas gerenciar a crise. As empresas precisam, principalmente, analisar como será o novo normal, ou seja, de que forma desenvolverão suas atividades. Precisam se reiventar e desenhar a estratégia e a operação para quando passar a pandemia.

Prevenção e planejamento, reconexões afetivas, consciência ao consumir e planeta e sociedade em primeiro lugar são os novos valores e mentalidades subjacentes que emergiram durante a Covid-19. Hoje, 80% dos brasileiros estão pessimistas ou inseguros com a economia; 50% tiveram renda reduzida; 40% têm medo de perder o emprego e 70% vem cortando gastos. No entanto, as últimas semanas apresentaram sintomas de melhora. 

Comportamento do consumo

A Covid-19 acelerou o processo de digitalização no Brasil. E o consumidor começou a realizar online atividades que não imaginava antes da crise. O e-commerce assumiu papel importante com o fechamento das lojas físicas. No Brasil, 40% das pessoas estão comprando online e o mesmo número pretende consumir mais por meio deste canal. Outros 35% querem diminuir a ida às lojas físicas após a Covid-19.

O crescimento das vendas online, por sua vez, mostra que é necessário, por parte das empresas, atenção e investimentos para aperfeiçoar as operações, uma vez que a experiência dos consumidores deve ser permanentemente melhorada. A expectativa é de controle severo de gastos devido à insegurança financeira do consumidor. O digital e o analytics vão encabeçar as transformações.

A loja física terá que repensar o layout e a sua rotina para passar ao consumidor maior sensação de segurança.  Também precisará redefinir a experiência no caso de experimentação, para haver um relacionamento sem toque. Para venda direta, conforme a empresa, será preciso repensar o modelo à luz da digitalização de consumidores, segurança de saúde e preservação do relacionamento

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