ESPECIAL PRESIDENTES ENTREVISTAS

Retomada econômica depende de mais estabilidade, reformas e vacinaçãoSão esses os pilares que as lideranças do segmento de eletroeletrônicos consideram básicos para o Brasil avançar.

Por Leda Cavalcanti e Dilnara Titara

A brusca parada das atividades provocada pela pandemia, em 2020, colocou à frente de todos os setores obstáculos que pareciam intransponíveis, justamente em um ano que havia começado razoavelmente bem, com aumento de 8% nas vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos até o início de março. Com as lojas fechadas e um clima de quase inércia, o segmento foi à luta com agilidade e criatividade.

O varejo acelerou o e-commerce, ampliou o mix de produtos e criou ações de apoio para os que não tinham familiaridade com a plataforma. A indústria utilizou seu canal diretor para se comunicar com o consumidor. Se este não podia chegar até eles, ambos se moveram em sua direção, enfrentando os conhecidos desafios da malha logística brasileira. Houve perdas, é verdade, mas as ações contribuíram para tornar o cenário menos impactante.

Agora, é urgente um planejamento estratégico para recuperar a economia. Medidas como o auxílio emergencial ajudaram a amenizar a situação no ano passado, injetaram recursos na economia, mas não há condições de torná-las permanentes. Ações paliativas são úteis em determinado momento, mas os avanços passam, necessariamente, pela vacinação em massa da população. É ela que vai ditar o ritmo da retomada.

O Brasil precisa de uma agenda consistente, com inclusão de reformas há muito esperadas, como a tributária, uma vez que o sistema atual trava o crescimento e a produtividade. São inúmeros os problemas a serem solucionados e muitas as incertezas. O País precisa ser mais rápido e oferecer maior estabilidade para que 2021 não se transforme em mais um ano de múltiplos desafios.

ACER

Alexandre Gerardo, diretor geral no Brasil

A Acer finalizou o quarto trimestre de 2020 com a maior receita dos últimos seis anos em nível global, diz o diretor-geral no Brasil. “Para 2021 e além, o nosso principal objetivo é manter esse ritmo de evolução. Acreditamos que superaremos os números de 2020 e, para isso, traremos as maiores inovações do setor de informática para todos os tipos de público do País. Faremos lançamentos em todas as áreas em que atuamos no Brasil.”

Para os próximos meses, as perspectivas são favoráveis, mas é preciso enfrentar a grave crise fiscal. “Ela vem sendo gestada desde o governo passado e foi acentuada pelo incremento de gastos para combater a pandemia. É fundamental aprovar reformas que reduzam o Custo Brasil, criando condições adequadas à produção e à geração de empregos. Seguimos otimistas com o mercado. O home office e o ensino a distância devem continuar fortes para os notebooks. Em 2020, as vendas foram 18% maiores ante 2019, atingindo 4,9 milhões de unidades”, conta Alexandre.

“Seguimos otimistas com o mercado. O home office e o ensino a distância devem continuar fortes para os notebooks.”

A desvalorização cambial também afeta os negócios da empresa e pressiona os custos e os preços. Em 2020, ela foi de 29%, diz Alexandre. “Como são componentes eletrônicos provenientes da Ásia, a pressão cambial nos custos passa a ser o principal fator, mas não o único. Ainda há aumentos como os fretes internacionais. O transporte marítimo de um contêiner Ásia-Brasil, que custava cerca de US$ 350 em julho, ultrapassou a média histórica de US$ 2,3 mil em setembro e encerrou o ano acima de US$ 7,3 mil.”  

AMVOX

Guilherme Santos, diretor


O ano de 2020 foi muito desafiador, mas extremamente positivo para a Amvox, diz o diretor. “Crescemos 67% em relação a 2019. Acreditamos que, em 2021, continuaremos nesse excelente ritmo e projetamos incremento de 45% na receita na comparação com 2020.”

Em 2021, a Amvox continuará a trabalhar na consolidação de sua força de vendas e no aumento da base de clientes em todo o Brasil. “Prevemos lançar mais de 20 produtos nas linhas de áudio, eletrodomésticos e ventilação, número que tende a aumentar até o fim deste semestre”, conta Guilherme, que acredita em uma melhora da economia com a vacinação, uma vez que a demanda está reprimida desde o ano passado.

“Neste ano, projetamos incremento de 45% na receita sobre 2020.”

Para fortalecer o setor, é importante uma revisão fiscal sobre os impostos cobrados, diz Guilherme. “Isso ajudaria as indústrias a reinvestir esses valores na geração de empregos e em novas tecnologias. A variação cambial impacta o custo final do produto, porém um aspecto positivo do valor mais alto do dólar é inibir a entrada de empresas aventureiras, que ofertam produtos de baixa qualidade a preço abaixo do mercado. Companhias sólidas e organizadas tendem a ser manter mais firmes no mercado.”

ATLAS ELETRODOMÉSTICOS

Márcio Veiga, CEO

Manter a demanda de 2020, quando houve grande procura nos pontos de venda e aumento nas compras online, é a expectativa da empresa, diz o CEO. “Nossa visão é que os números da Atlas serão mantidos neste trimestre. No segundo, a demanda poderá ser um pouco menor, mas acreditamos em crescimento no final de 2021. A empresa vai crescer. Esse otimismo se deve aos investimentos para aumentar nossa capacidade fabril e aos lançamentos previstos.”

Uma série de novidades está planejada para o segundo semestre. “Já em janeiro, lançamos o Agile UP Glass pela marca Atlas e o Magister pela Dako, com diferenciais importantes”, conta Márcio. Na pandemia, a Atlas reduziu a jornada, não demitiu colaboradores e, como a fábrica não parou, surgiram desafios como a obtenção de matéria-prima e mão de obra qualificada.

“O otimismo se deve aos investimentos para aumentar nossa capacidade fabril e aos lançamentos previstos.”

As reformas que o governo vem anunciando podem ser importantes para manter o mercado aquecido na segunda metade de 2021, diz Márcio. “Enquanto isso, o varejo precisa ter um estoque mínimo para rodar a sua operação. Esperamos que a recuperação aconteça neste semestre. Por isso, a agenda de reformas tem que ser mantida. A alta do dólar também impacta diretamente os custos de matéria-prima, insumos e componentes. Para que a indústria consiga se recuperar, uma queda do dólar a patamares viáveis é primordial.”

ALTOMEX

Xianxian Lu, gerente



A expectativa é que 2021 seja um ano melhor que o anterior para as empresas e os clientes, diz o gerente. “De nossa parte, creio, sim, que será melhor.”

“Estamos sempre inovando em nossos produtos, aprimorando tanto o design como a qualidade.”

Inovações serão apresentadas pela Altomex, este ano, conta Xianxian. “Estamos sempre inovando em nossos produtos, aprimorando tanto o design como a qualidade. O dólar é um fator importante para a empresa. “Ele afeta praticamente tudo, pois nossos produtos são importados. Então os preços ficam mais altos”, diz o gerente.

BEDINSAT

Márcio Bedin, presidente

O ano de 2020 foi de conquistas para a empresa, diz o presidente do grupo. “Mesmo com o impacto gerado pela pandemia, tivemos bons resultados devido às estratégias comerciais bem planejadas e à conquista de novos mercados. A tendência para 2021 é que o mercado se torne cada vez mais competitivo e, para isso, estamos nos preparando com lançamentos de produtos e novos investimentos no segmento de energia solar.”

Em 2020, o País viveu um ano turbulento na economia, e algumas medidas fiscais foram adotadas para evitar uma queda maior do PIB, comenta Márcio. “Em 2021, se faz importante a aprovação da reforma tributária, que vem sendo discutida atualmente pelo Governo/Congresso. Nesse sentido, a Bedinsat vislumbra boa oportunidade de crescimento para o setor e mostra-se otimista, com projeção de aumento nos resultados.”

“A tendência para 2021 é que o mercado se torne cada vez mais competitivo.”

Para este ano, além de lançamentos previstos para a linha Sat e Telecom, a empresa planeja novos investimentos na área de energia fotovoltaica, segmento em franca expansão e para o qual se vislumbra um futuro promissor. “Nossos planos são de aprimorar nossa plataforma Bedinsolar na web, aumentar a variedade (potência) dos painéis e inversores fotovoltaicos, bem como incrementar o mix de estruturas de fixação dessa linha”, conta Márcio.

BENMAX

Vaniccio Piazza Benedet Júnior, diretor comercial

Certamente 2021 será melhor e 2020, lembrado como o ano da virada, diz o diretor comercial. “Muita coisa mudou. Navegávamos para um mundo digital e, agora, estamos voando. Este ano tende a demonstrar essa transformação, visto que o choque inicial da pandemia foi assimilado, e as medidas de contenção, como vacinas e protocolos de segurança, foram incorporadas aos nossos hábitos. Projetamos aumento acima de 50% no faturamento sobre 2020.”

A perspectiva é positiva, mas há dificuldades, afirma Vaniccio. “É necessário aprovar as reformas, diminuir a burocracia e cortar despesas. O dólar influencia a cadeia, e o que mais desagrada é a instabilidade, porque cria incerteza, exige cautela e resulta em números menores. Precisamos de um ambiente pró-negócios, com abertura econômica, carga tributária mais baixa e previsibilidade.”

“Projetamos aumento acima de 50% no faturamento sobre 2020.”

Especialista em refrigeração, a Benmax quer trazer tecnologias inovadoras aos clientes. “Em 2021, vamos lançar uma linha de freezers portáteis com compressor bivolt, que pode ser ligado em tomadas de 127 V ou 220 V, bem como em qualquer embarcação ou veículo que tenha entrada de 12 V. O produto congela alimentos, refrigera e gela bebidas em temperatura pré-ajustada, como menos 6 graus para cerveja. A temperatura chega a até menos 26 graus”, conta Vaniccio.

BRIGGS & STRATTON

Juliano Silva, diretor-geral



Apesar dos desafios, 2020 foi bastante positivo. A empresa cresceu aproximadamente 50% sobre 2019, afirma o diretor-geral. “Este ano, a previsão é crescer dois dígitos com os nossos lançamentos.”

Em 2021, a empresa terá novidades nos segmentos agro, industrial e residencial. “Neste último, colocamos grande expectativa com a nossa linha elétrica”, conta Juliano. 

“Teremos lançamentos nos segmento agro, industrial e residencial.”  

O setor precisa de consumo, diz Juliano. “A geração de emprego e renda deve ser a prioridade número 2 do governo após a vacinação, que é a prioridade máxima. Um dólar mais estável também permite prever custos e melhor administração das empresas.”

BRITÂNIA

Cristiane Clausen, diretora-geral

A empresa projeta crescimento em 2021, quando completa 65 anos, destaca a diretora-geral. “Isso será possível com os lançamentos nas categorias de eletroportáteis, em que a Britânia já está consolidada com um expressivo market share. Além disso, este ano a marca estreia nos segmentos de linhas branca e marrom, com freezer, lavadora, fornos, climatizadores, micro-ondas, televisores e caixas acústicas.”

Com a marca Philco, apresentará produtos inovadores, além de reforçar as categorias de eletroportáteis, de itens para a casa e de áudio e vídeo. “Nelas, já somos expressivos em share e trabalharemos para crescer ainda mais na linha branca e em smartphones, segmentos em que entramos em 2020”, conta Cristiane. Este ano, a companhia quer atingir novo patamar e fará investimento maior em lançamentos e mídia.

“O ano marca a estreia da Britânia nos segmentos de linhas branca e marrom, com produtos como lavadora e televisores.”

Empresa brasileira, a Britânia acredita no País e tem expectativa de maior crescimento, principalmente com o avanço da vacinação e do andamento das reformas. “Esperamos ações que, juntas, movimentem mais a economia. Tentamos sempre minimizar o impacto para clientes e consumidores, como é o caso da oscilação do dólar, que afeta nosso mercado em termos de componentes e matérias-primas”, destaca Cristiane.

BROTHER

Rafael Quirós, vice-residente


Implementa o CS B2021, um plano de médio prazo, diz o vice-presidente. “Na impressão, a meta é manter a escala de negócios e aumentar a lucratividade. Também será aplicado ao hardware com modelos que permitam relacionamentos mais próximos.”

Outro alvo é criar base sólida para ganhar velocidade e competitividade de custos com a transformação tecnológica e operacional da empresa. Haverá lançamentos nos segmentos de tinta, laser, identificação e impressoras têxteis.

“Estamos preparados para minimizar os impactos de um câmbio instável.”

“A volatilidade do dólar é desanimadora para o importador, mas aprendemos a lidar com isso e estamos preparados para minimizar os impactos de um câmbio instável”, conta Rafael.

CALOI

Cyro Gazola, presidente

A empresa navegou na crise de 2020 e na explosão da demanda por bicicletas com êxito, afirma o presidente. “O faturamento cresceu de forma saudável e com duplos dígitos. Nossa estimativa para 2021 é que exista potencial para o crescimento, mas isso dependerá do reequilíbrio da cadeia global de partes e componentes, pois enfrentamos falta ou atrasos no abastecimento, e a situação ainda levará vários meses para se normalizar.”

O foco contínuo na inovação e na atualização do portfólio da Caloi é fundamental para o presente e o futuro da empresa. “Em 2020, mantivemos produtos e fizemos lançamentos importantes. Assim continuaremos em 2021, com destaque para os segmentos MTB aro 29 de alumínio e carbono, bicicletas urbanas e bicicletas elétricas”, conta Cyro.

“Este ano, destaque para os segmentos MTB aro 29 de alumínio e carbono, bicicletas urbanas e elétricas.”

A economia brasileira demanda a definição das reformas pendentes e governança fiscal mais sólida, que evite a piora do endividamento público, observa Cyro. “No nosso setor, o fortalecimento está no desenvolvimento de planos de mobilidade e expansão de ciclovias e ciclofaixas nos municípios. O dólar também tem peso significativo na composição de insumos da indústria de bicicletas. A Caloi tem aproximadamente 50% de insumos provenientes do exterior e 50% são locais, mas estes, como aço e alumínio, entre outros, são influenciados diretamente pela variação da moeda.”

COLORMAQ

Luiz Afonso Wan-Dall Júnior, CEO

A empresa, que construiu uma estratégia baseada no crescimento sustentável, dará sequência aos projetos que visam aumentar o seu market share e a notoriedade da marca entre os brasileiros, diz o CEO. “Nossa meta, para este ano, é crescer 35% no faturamento em relação a 2020, fortalecer a nossa presença no Norte e no Nordeste e permear o Sul. Acreditamos que 2021 será um ano importante para as nossas atividades. Estamos otimistas.”

Retomar as vendas no varejo é uma questão que depende da recuperação dos empregos e da renda, comenta Luiz Afonso. No caso do dólar, o problema está nos produtos que sofrem a influência cambial e na matéria-prima importada. “Nos últimos meses, alguns componentes tiveram aumento significativo, mas nos organizamos para minimizar os efeitos.”

“Nossa meta, para este ano, é crescer 35% no faturamento em relação a 2020.”

A Colormaq acredita no crescimento do mercado nacional e na ampliação das vendas de suas linhas de produtos. “Estamos estudando potenciais categorias que conversam com nosso público para o desenvolvimento da marca, seguindo sempre uma linha central, que envolve facilitar o dia a dia do brasileiro com a oferta de produtos de qualidade”, diz Luiz Afonso.

DELL TECHNOLOGIES

Diego Puerta, head no Brasil

Tem expectativa positiva para 2021, baseada na melhora da economia e no aumento da demanda por soluções tecnológicas, diz o líder da empresa no Brasil. “A Dell Technologies se posiciona hoje como a fornecedora mais bem preparada para apoiar companhias e usuários domésticos nesse momento de retomada, no qual a TI passa a ser um fator essencial para a aceleração e sobrevivência dos negócios e da economia, bem como para a inclusão social.”

Um dos pilares para o crescimento sustentável da economia é a inclusão digital, afirma Diego. “A pandemia evidenciou a importância do uso da tecnologia para garantir uma sociedade mais igualitária. Em um cenário com transações cada vez mais virtuais, é importante que o governo adote medidas que garantam ao maior número de brasileiros o acesso à tecnologia.”

“A pandemia evidenciou a importância do uso da tecnologia para garantir uma sociedade mais igualitária.”

Este ano, a empresa planeja uma série de lançamentos alinhados às necessidades atuais. “Para o segmento corporativo, vamos manter a oferta de soluções de infraestrutura de TI baseadas no modelo de pagamento sob demanda, a partir do Flex On Demand. Também teremos novidades em servidores, storage e soluções de data protection, em computadores e em monitores, estes os primeiros certificados com o Microsoft Teams”, conta Diego.

DL / Xiaomi

Paulo Xu, presidente da DL, responsável pela operação da Xiaomi no Brasil

Está otimista com 2021, embora seja um ano desafiador, diz o presidente. “Definimos alguns planos e algumas metas que iremos concretizar. Um deles é a expansão da marca, ação que nos ajudará a consolidar a Xiaomi no País e a ampliar os pontos de experimentação dos produtos. Os investimentos serão voltados à pulverização da marca em pontos de venda e no aumento gradual do mix de produtos. Em 2020, o desempenho de vendas foi acima do esperado.”

A empresa aposta em smartphones com recursos inovadores e inéditos e ampliará a linha de ecossistema, explorando o conceito de internet das coisas com produtos que atendam a uma demanda do mercado, conta Paulo. “A proposta é consolidar a expansão e levar a experiência Xiaomi a mais brasileiros. Estamos fechando parcerias importantes com varejistas, lojas especializadas e operadores.”

“Os investimentos serão voltados à pulverização da marca em pontos de venda e ao aumento gradual do mix de produtos.”

Uma recuperação da economia é notada pela empresa com o início da vacinação, mas a alta do dólar é ponto sensível dentro da operação. “Ela  impacta  totalmente todo o processo de importação dos dispositivos. É um aspecto que também é determinante para a definição dos preços finais dos produtos”, explica Paulo.

ELECTROLUX BRASIL

Eduardo Cortez, diretor-geral

As expectativas para 2021 são incertas. A pandemia não acabou, mas a empresa está otimista neste semestre, diz o diretor-geral. “Prevemos forte demanda por parte do consumidor, que passa tempo maior em casa e consome mais produtos essenciais, como os da nossa categoria. Esperamos que a demanda exceda os níveis sazonais normais em nossos principais mercados, mesmo que a capacidade e a disponibilidade de componentes continuem sendo fatores restritivos.”

Em 2021, a Electrolux manterá o plano de lançamento de produtos, conta Eduardo. “Investiremos em novas soluções para o pós-venda, com uma iniciativa voltada às parcerias com startups brasileiras, a fim de ampliar os serviços e atingir um patamar de alto valor agregado, atrelados à sustentabilidade e à inovação. A expectativa é nos consolidarmos, nos próximos dois anos, como um hub de inovação em serviços e experiências para o cliente.”

“A expectativa é nos consolidarmos, nos próximos dois anos, como um hub de inovação em serviços e experiências para o cliente.”

Globalmente, a América Latina responde por 16% do faturamento total, e o Brasil é o principal mercado. “Conforme os resultados financeiros obtidos no nosso relatório do quarto trimestre – no qual tivemos aumento de vendas orgânicas das operações da Electrolux na Business Area América Latina, com crescimento de 25,9% no setor –, estimamos uma retomada gradual para este ano”, afirma Eduardo.

ELGIN

Rafael Feder, CEO

A Elgin aposta muito no Brasil e sempre continuará assim, afirma o CEO. “Estamos muito confiantes em que 2021 será um ano bem melhor que o anterior. Aprendemos muito com os efeitos horríveis da pandemia e, mesmo que venham novas ondas, as vacinas estão chegando para ajudar no achatamento da curva de contaminação. Em 2021, nosso faturamento tende a ser bem melhor do que o de 2020.”

Em 2021, a empresa tem planos mais ambiciosos. Além de novidades nas suas linhas tradicionais – ar-condicionado, costura, automação, iluminação, informática, refrigeração comercial e energia solar –, fará lançamentos na categoria de eletroportáteis, conta Rafael. “O primeiro produto foi a air fryer. Neste trimestre, vamos lançar ferros de passar roupas, cafeteiras, fornos, mixers, liquidificadores, panelas de arroz, chaleiras, churrasqueiras e muito mais.”

“Em 2021, nosso faturamento tende a ser bem melhor do que o de 2020.”

No ano passado, a empresa passou por muitas transformações positivas, diz Rafael. “Reduzimos custos e despesas, e nos tornamos mais eficientes. Confiamos numa economia mais forte até pelo menos o final do primeiro semestre. Acreditamos que ajudaria muito o governo incentivar a indústria e o comércio, tanto em impostos como em infraestrutura. Com o dólar subindo, a tendência de alta dos preços fica cada vez mais clara, e isso deve afetar todo o mercado.”

ELSYS

Damian Zisman, CEO

O ano de 2021 será de reaquecimento do mercado, principalmente no segundo semestre, diz o CEO. “Temos expectativas positivas quanto ao faturamento. Os produtos da conectividade e entretenimento cresceram muito em vendas na pandemia, o que deve continuar. Também estamos em um momento de consolidação da linha de segurança, como a solução CFTV, lançada em 2020. Há pouco, apresentamos o inversor de marca própria na linha de energia solar.”

A economia brasileira tende a dar sinais de recuperação, diz Damian. “Quando falamos de eletrônicos estão inclusas linhas de produtos para diferentes classes sociais. Isso ajuda a alavancar o setor. No nosso caso, buscamos integrar os dispositivos com assistentes virtuais, como Alexa e Google Assistente, para facilitar o dia a dia do consumidor.”

“Temos expectativas positivas quanto ao faturamento. Os produtos de conectividade e entretenimento cresceram muito em vendas na pandemia.”

Da fábrica em Manaus (AM) saem os produtos, alguns com componentes importados. “Procuramos nacionalizar nossa produção e insumos e otimizar a compra com parceiros do exterior para reduzir o efeito do dólar no valor final dos dispositivos”, conta. Em 2021, a Elsys terá novidades em todas as linhas e atualizações com upgrade nas que já estão no mercado. O objetivo principal é apresentar soluções integradas e completas de casa inteligente, de forma acessível e de fácil instalação. 

EPSON

Fábio Neves, diretor-presidente


A empresa enfrentou os desafios de 2020 investindo em lançamentos e ampliando as linhas com tecnologia, diz o diretor-presidente. “Acreditamos em bons resultados, 2021 é um ano importante para apresentar novas soluções ao mercado.”

Com a estabilização da economia, a tendência é que o setor de eletroeletrônicos seja impactado positivamente, afirma Fábio. “Identificamos alta demanda no mercado, especialmente no segmento de impressoras domésticas.”

“2021 é um ano importante para apresentar novas soluções ao mercado.”

Em 2021, fará lançamentos em todas as suas linhas, como as de impressão doméstica, corporativa, scanners e projetores. “Em janeiro último, apresentamos novidades em nossas linhas de grande formato”, conta Fábio.

ESMALTEC

Marcelo Pinto, diretor-superintendente | CEO

Espera, em 2021, faturamento maior em relação a 2020, quando um decreto estadual, na pandemia, impediu o funcionamento das indústrias por mais de dois meses, diz o diretor-superintendente | CEO. “A expectativa, porém, é de um ano difícil. O fim do auxílio emergencial deve fazer o consumo recuar. Há forte pressão nos custos de matérias-primas e componentes. A pandemia continua, cenário que indica cautela no mercado de linha branca.”

A Esmaltec tem atuado para levar produtos de qualidade, aliando design e praticidade para o dia a dia, afirma Marcelo. “Em 2021, não será diferente. Apesar das incertezas, seguimos com o calendário de lançamentos nas principais categorias de produtos, como fogões e refrigeração comercial, além do ingresso em novos segmentos que complementam o nosso portfólio.”

“Seguimos com o calendário de lançamentos nas principais categorias, além do ingresso em novos segmentos.”

O consumo de eletrodomésticos depende da disponibilidade de renda, do nível de emprego e do acesso ao crédito com taxas de juros adequadas. “A rápida imunização da população deveria ser a prioridade do governo para reativar a economia e retomar o caminho do crescimento. A taxa de câmbio impacta diretamente componentes e matérias-primas, tanto os importados quanto os nacionais, uma vez que, em sua maioria, são commodities com preço internacional em dólar”, comenta Marcelo.

FANCY

Cindy Pan, diretora comercial


Os avanços nas vendas levaram a um balanço positivo em 2020, conta a diretora comercial. “O ano foi de transição, mas o desempenho dos negócios foi melhor que o esperado. O faturamento pode dobrar em 2021.”

Investir no desenvolvimento de produtos e aumentar a visibilidade da marca são as metas neste ano. “Temos razões para crer que os nossos produtos serão únicos entre as novas marcas de digitais periféricos”, diz Cindy.

“O faturamento pode dobrar em 2021.”

O início de 2021 mostrou condições mais favoráveis, mas o valor do dólar pesa, afirma Cindy. “Para as empresas que importam, o cenário é desanimador. Como as negociações são em dólar, os preços aumentam e cai a margem de lucro.”

FISCHER

Ingo Fischer,
presidente



A empresa finalizou o ano de 2020 com saldo positivo, diz o presidente. “Estamos apostando em um crescimento ainda maior em 2021. Fizemos investimentos robustos na indústria para o desenvolvimento de novos produtos. Estamos planejando grandes lançamentos para este ano.”

O atual cenário da economia brasileira é definido por Ingo da seguinte forma: “Estamos vivendo um momento de grandes desafios e cautela, principalmente com o aumento da Taxa Selic e dos juros, o que prejudica os investimentos da indústria e, consequentemente, o aquecimento da economia. Há muito trabalho pela frente. É preciso colocar em prática as reformas, a fiscal e a trabalhista, e é urgente a melhoria em nossa malha rodoviária e infraestrutura logística.”

“Fizemos investimentos robustos na indústria para o desenvolvimento de novos produtos. Estamos planejando grandes lançamentos para este ano.”

Mais um fator que é motivo de preocupação é o valor do dólar. “A indústria é a primeira a sentir os efeitos do aumento do dólar, principalmente pelo custo da matéria-prima. Infelizmente, é o consumidor final que acaba sendo o maior prejudicado com os repasses de preços.”

FRAHM

Dirceu Kniess, diretor comercial



O planejamento da empresa para 2021, além de lançamentos, tem o objetivo de buscar um crescimento sustentável sobre o ano passado. “Isso permitirá que a companhia tenha a sua rentabilidade preservada e mantenha o seu market share”, afirma o diretor comercial.

Neste primeiro semestre, as ações estão voltadas para a ampliação de sua fábrica, visando atender às demandas existentes. “Nossos lançamentos estão previstos a partir do mês de abril. Teremos, além de novos modelos de caixas de som amplificadas, a inclusão de caixas portáteis e fones de ouvido”, conta Dirceu.

“Em 2021, teremos, além de novos modelos de caixas de som amplificadas, a inclusão de caixas portáteis e fones de ouvido.”

O governo brasileiro, na opinião de Dirceu, conseguiu minimizar, com suas ações econômicas, o impacto negativo no mercado com a pandemia. Outras medidas, também, precisam ser adotadas. “Uma delas é a busca da estabilidade do câmbio, pois grande parte dos insumos utilizados em produtos eletrônicos depende do mercado externo. Assim, quanto mais estável, melhor será para as empresas comporem seus custos. Hoje, o dólar afeta substancialmente nossos negócios, pois não temos no Brasil fornecedores dos principais insumos que usamos”, explica o diretor comercial.

GA.MA ITALY

 Marcelo Perin, diretor comercial e de marketing

O ano de 2021 ainda será bastante atípico, com alto nível de ansiedade da população mundial em função de vacinas ou tratamentos mais eficazes em relação à Covid-19, diz o diretor comercial e de marketing. “Entretanto, pelo que vivenciamos em 2020 e dado o fato de o Brasil ser um dos países que mais consomem produtos de beleza, nossa expectativa é que seja um ano de crescimento.”

A empresa fará importantes lançamentos ainda no primeiro semestre de 2021, conta Marcelo. “Traremos muita inovação e tecnologia em produtos de vários segmentos para os consumidores finais. Também teremos diversos lançamentos para os profissionais cabeleireiros e barbeiros.”

“Nossa expectativa é que 2021 seja um ano de crescimento.”

Como praticamente todas as indústrias no Brasil, a taxa de câmbio afeta diretamente os negócios da empresa. “Há muito tempo, sabemos que os insumos para produção, bem como toda a cadeia de logística, sofrem influência do valor do dólar. A GA.MA Italy, mesmo com a fábrica na Zona Franca de Manaus (AM), onde produz secadores e pranchas de cabelo, não está isenta dos impactos de custos dos componentes adquiridos para a produção. Quando falamos de produtos importados, esse impacto é direto”, explica Marcelo.

GRADIENTE

Carla Goes de Barros, gerente de marketing e produto

O ano de 2021 será de forte crescimento para a empresa, com a perspectiva de dobrar o faturamento de 2020, diz a gerente de marketing e produto. “Esse crescimento virá, principalmente, com a nova estratégia de lançamentos, que inclui aumento do portfólio, com produtos diferenciados, e comunicação direcionada, que reforçará o valor da marca e a nossa presença no mercado.”

Em 2021, o objetivo é expandir a participação da Gradiente no mercado e fortalecer a marca em vários canais, conta Carla. “Temos um plano incrível de lançamentos, que, além de novos produtos de áudio com tecnologia Full LED, prevê a expansão para diferentes categorias da Linha Cobre Collection. É um projeto audacioso, com produtos sofisticados e modernos.”

“Em 2021, vamos expandir a participação da Gradiente no mercado e fortalecer a marca em vários canais.”

A empresa percebe que o Brasil inicia uma rota de normalidade econômica. “Certamente, teremos um semestre com grandes desafios, mas acreditamos em um final de ano com ambiente econômico mais ativo. Nesse cenário, precisamos entender a importância da estratégia omnichannel para criar uma experiência única aos clientes em diversos canais de marketing e vendas”, diz Carla.

GREE BRASIL

Alex Chen, diretor comercial  

2021 será de retomada para a economia internacional, e não há razão para o Brasil se descolar desse movimento, diz o diretor comercial. “Em 2020, acreditamos que houve a inserção de milhares de novos usuários no setor de climatização, e a nossa experiência global demonstra que esse é um caminho sem volta, ou seja, 2021 ainda será um ano próspero em termos de volume. Em março, já teremos os primeiros lançamentos.”

A empresa está otimista em relação à economia. “Em 2020, durante a pandemia, o governo subsidiou a população mais carente, o que ajudou muito a normalizar a demanda e revigorou a economia no segundo semestre. Graças a isso, o mercado de eletros foi bem positivo. Com a vacinação da população, estamos vendo a superação do efeito negativo da pandemia”, conta Alex.

“Em 2020, houve a inserção de milhares de novos usuários no setor de climatização.”

Em 2020, a alta do dólar pressionou o mercado a subir preço, e existe um represamento de materiais e insumos na China por questões logísticas, diz Alex. “Esses dois fatores fazem com que o retorno financeiro, principalmente para os fabricantes, tenha sido menor do que em outros anos. Resta-nos acompanhar a trajetória do dólar e manter nossa estratégia, que tem se mostrado eficaz. Nossos lançamentos são um sucesso.”

GRUPO DROID

Ronald Peach Jr., presidente

Um ano melhor e a retomada do mercado com as vacinas é o que espera o presidente Ronald Peach Jr. “Há um clima de otimismo e insegurança simultâneos. É necessário retomar a confiança, girar as empresas e gerar os empregos. O faturamento deverá ser maior que o de 2020, pois as empresas foram sacrificadas no seu limite e precisarão de forte retomada. Os empresários, os governos e as associações precisam agir de forma coordenada e objetiva. Menos teorias e mais atitude, orientada por profissionais da saúde.”

A economia brasileira é um desastre, diz Ronald. “A esperança era de condução firme e coerente, alinhamento com outros mercados, acordos bilaterais e crescimento. O que tivemos até aqui foi mais do mesmo, um país isolado, o cenário político retornando a antigos acordos entre partidos para poder governar, nenhuma ação concreta de redução da carga tributária, que arranca todo o fôlego do empreendedor. Sem empreendedores, a economia não anda.”

“Sem empreendedores, a economia não anda.”

Outro ponto é variação do dólar, que chega a 5% em uma semana, o que impede as empresas de trabalharem um planejamento de dois a cinco anos, conta Ronald. Em 2021, o Grupo Droid terá foco no seu negócio principal, que é a fabricação de mobiliário com tecnologia para varejistas e grandes marcas. “O varejo deverá se expandir a partir de março, e estamos prontos. Confiamos no Brasil há 32 anos e continuaremos investindo. Também estamos vendendo no online, uma experiência importante, que requer backoffice e reinvenção.”

GRUPO MARCAMIX

Rafael Camargo, CEO

A pandemia mudou os hábitos alimentares, conta o CEO. “A preocupação com a saúde e a segurança levou as pessoas a fazerem suas refeições em casa e, por isso, equiparam as cozinhas, o que justificou o maior consumo dos nossos produtos. O ano de 2020 foi muito difícil para a maioria das empresas, porém conseguimos avançar e esperamos que 2021 seja muito melhor.”

Inovar nunca foi tão importante, diz Rafael. “Em 2020, mesmo com o cenário desafiador, apresentamos um mix de produtos diferenciados para a cozinha, o Moda do Chef, e iniciamos 2021 com o lançamento do cooktop vitrocerâmico moderno e portátil.” Para o CEO, o governo poderia pensar em um ajuste fiscal para facilitar e baratear a compra de eletros, itens que movimentam a economia. O dólar afeta os negócios da empresa, uma vez que 90% dos produtos são importados.

“Iniciamos 2021 com o lançamento do cooktop vitrocerâmico, moderno e portátil.”

Este ano, a estratégia é expandir as vendas no canal online, diz Rafael. “Vamos diversificar o portfólio para nos aproximar do maior número de consumidores da boa gastronomia e estreitar, ainda mais, as relações comerciais com os nossos distribuidores, com um mix robusto e consistente para as necessidades do mercado atual. Também faremos lançamentos em utilidades domésticas e em eletroportáteis.”

GRUPO RIO BRANCO

Francisco Paulo de Andrade, CEO



As oportunidades que se abriram em 2020 deixam a empresa otimista, diz o CEO. “Com a conquista de novos clientes e de mercados, como o de gamer e o de home office, planejamos faturamento maior em 2021 ante o do ano passado.”

Este ano, o principal lançamento da marca Dazz é a linha de hardware para o mercado gamer, conta Francisco. “Outra novidade é a linha de SSD gamers. Em janeiro, lançamos a linha Maxprint de blocos adesivos licenciados Disney.”

“Com a conquista de novos clientes e mercados, planejamos faturamento maior em 2021.”

A taxa cambial afeta várias frentes da economia e é um problema para os negócios quando a flutuação é muito grande, como foi em 2020 e no início de 2021. “Isso impacta a formação de preço e afeta o bolso do consumidor”, afirma Francisco.

GROUPE SEB

Juan Guillermo Sanchez Zarama, CEO

As prioridades de consumo mudaram, e isso impactou positivamente a categoria de cookware e eletroportáteis, diz o CEO. “Além disso, compreendendo as novas formas de consumo e o aumento das compras nos canais online, estamos atuando para obter crescimento contínuo com investimento em infraestrutura, inovação e comunicação, para nos adaptarmos ainda mais ao novo momento.”

O grupo planeja uma série de lançamentos em 2021, entre eles o cookware, Food Preparation e o Kitchen Electric. Também renovará toda a linha Super Chef e lançará o acessório Raspa Tudo, conta Juan Guillermo. “Tudo isso está aliado a um robusto plano de comunicação, incluindo o nosso embaixador da Arno, o chef Claude Troisgros, e o embaixador da Rochedo, o chef Raul Lemos.”

“Estamos confiantes no contexto externo e em nossa estratégia, que afetará positivamente o faturamento do grupo.”

O dólar é uma variante importante no negócio de todas as indústrias, pois algumas matérias-primas são importadas e podem afetar os custos de produção. O Groupe SEB espera sensível crescimento do mercado em 2021. “Estamos confiantes no contexto externo e em nossa estratégia, que afetará positivamente o faturamento do grupo. Acreditamos no potencial de desenvolvimento do Brasil”, afirma Juan Guillermo.

GUELCOS

Marcos Pereira, sócio-fundador

A empresa está bem otimista em 2021, diz o sócio-fundador. “Nosso foco é aumentar em 30% o faturamento com novos clientes e reduzir custos operacionais com a otimização e digitalização dos processos de compras de eletrodomésticos pelos varejistas.”

No planejamento, traçou três frentes de trabalho. “Em capilaridade e informação na Ásia, onde vamos abrir mais de 10 vagas na China e Índia; em serviços digitais, com gestão de dados para o varejo; e ampliação da área de Sucesso do Cliente, com foco na inteligência de mercado.”

“Nosso foco é aumentar em 30% o faturamento.”

É preciso aprender com o passado para organizar o futuro, diz Marcos sobre a economia e a desvalorização do real frente às moedas internacionais. “Desburocratizar normas técnicas, principalmente para o Inmetro, ajudaria a alavancar o setor de eletros, bem como as reformas prometidas pelo governo.”

HARMAN DO BRASIL

Rodrigo Kniest, presidente e SVP South America

Mantém expectativas muito positivas para 2021, diz o presidente e SVP South America. “Este trimestre confirma crescimento acima de 50% sobre o mesmo período de 2020. Se considerarmos uma base anual, esse crescimento será muito maior, seguindo a tendência de anos anteriores, graças à digitalização acelerada. As questões limitantes serão o suprimento de componentes eletrônicos globais e a recuperação da malha logística internacional.”

Com suas marcas AKG, Harman Kardon, JBL, Lexicon, Mark Levinson e Revel, a empresa fará lançamentos em todas as categorias de áudio, conta Rodrigo. “Serão caixas de som, sistemas home audio, soundbars e atualizações para consolidar as linhas de fones de ouvido True Wireless (TWS).” Em janeiro último, mostrou na CES produtos que virão ao Brasil.

“Este trimestre confirma crescimento acima de 50% sobre o mesmo período de 2020.”

Este ano deve ser de recuperação do consumo e do nível de atividade econômica, diz Rodrigo. “As reformas estruturais em pauta poderão sinalizar à economia e à sociedade que as instituições se fortaleceram após um período de grandes desafios e incertezas, o que trará mair tranquilidade ao mercado. Para isso, naturalmente, temos que superar a alta do dólar, que impacta os produtos importados e os fabricados localmente, devido aos componentes e à dolarização das principais matérias-primas.”

i2GO

Marcelo Castro, diretor

A expectativa da empresa, em 2021, é crescer 40% em faturamento em relação ao ano passado, diz o diretor. “Durante o período de isolamento social, houve aumento de 85% na busca online de eletrônicos, conforme a GfK, prova de que mudaram os hábitos e surgiram novas necessidades. O nosso plano é suprir essa demanda com novos produtos e entrar com mais força em canais até então relativizados.”

Este ano,a empresa pretende renovar 20% do portfólio, conta Marcelo. “Traremos carregadores com 20 W de potência, que carregam 50% da bateria dos aparelhos em 25 minutos, produtos da linha Home para serem acessados através do aplicativo da i2GO Home e também de áudio, todos com ótima performance.”

“Este ano, a expectativa é crescer 40% em faturamento em relação a 2020.”

O dólar alto afeta diretamente o preço dos produtos ao consumidor. “A i2GO fez um grande esforço para não repassar o aumento, mas, em alguns casos, foi impossível. Com preços mais altos, a demanda cai. Então estamos trabalhando para trazer novos atributos aos nossos produtos, justificando o investimento dos consumidores”, explica Marcelo.

KINGSTON

Paulo Vizaco, diretor-executivo no Brasil



A perspectiva é boa em 2021, diz o diretor-executivo. “O mercado brasileiro tem potencial de crescimento e ainda há muito a ser explorado em SSD e memórias, setores que a Kingston lidera e em que segue trabalhando fortemente.”

Neste ano, continuará a fabricar produtos que aumentam a eficiência para usuários finais e corporativos, conta Paulo. Entre as novidades estão o dock para leitor de mídia Workflow Station, os leitores Workflow Reader e o SSD PCIe de 4° geração Ghost Tree.”

“O mercado brasileiro tem potencial de crescimento e ainda há muito a ser explorado.”

A totalidade dos produtos é importada e sofre com a flutuação do dólar. “O que fazemos para mitigar os impactos no negócio é, sempre que possível, dar suporte aos nossos importadores e distribuidores”, diz Paulo.

LAVORWASH BRASIL

Massimo Colombo, vice-presidente


Alcançou excelente resultado em 2020, diz o vice-presidente da empresa, que completa 25 anos no País. “Aumentamos em 5% o market share na nossa principal categoria e esperamos manter esse número em 2021, mas com maiores margens.”

Este ano, investe nos canais online, principalmente no Lavorshop. “Também lançaremos a linha de lavadoras de alta pressão com uma tecnologia única no País, além de aspirador de água e pó, em inox”, conta Massimo.

“Lançaremos lavadoras de alta pressão com uma tecnologia única no País.”

Fazer negócios no Brasil exige competência. “A economia flui com altos e baixos, mas, acompanhando o mercado, é possível colher oportunidades. No setor de eletros, os impostos afetam o preço dos produtos, tal como as oscilações do dólar”, diz o vice-presidente.

LENOVO

Ricardo Bloj, country manager

A empresa vê mais oportunidade de crescimento a longo prazo, diz o country manager. “A pandemia continua impactando a oferta e a procura, com clientes buscando dispositivos para os novos modelos híbridos de trabalho, estudo e entretenimento. Consideramos essas oportunidades em dispositivos e nuvem/infraestrutura como tendências sustentáveis no longo prazo, muito além das previsões dos analistas. Esperamos que, com a aprovação das vacinas e o controle da pandemia, o País consiga focar esforços na geração de empregos e na retomada das atividades econômicas, com políticas que estimulem o setor.”

Na CES 2021, a Lenovo anunciou novidades, que chegarão ao mercado brasileiro em meados deste ano, conta Ricardo. “É o caso do Legion Slim 7i, notebook gamer com inteligência artificial e diversos recursos para desempenho otimizado e melhor autonomia da bateria. Para o mercado corporativo, apresentou notebooks com ferramentas eficientes para o sistema híbrido de trabalho, inclusive com opções prontas para 5G e soluções avançadas de segurança.”

“Durante a CES 2021, a Lenovo anunciou novidades, que chegarão ao mercado brasileiro em meados deste ano.”

Devido à variação cambial observada desde o início da pandemia, houve um ajuste no preço dos computadores, explica Ricardo. “Ele foi parcialmente repassado ao consumidor final, uma vez que 95% dos componentes utilizados na fabricação dos computadores são importados.”

LENOXX

Carlos Eduardo Klinke, diretor comercial


Apesar de os indicadores macroeconômicos apontarem uma tendência de estabilização do cenário, ainda existem muitas incertezas para o ano de 2021, comenta o diretor comercial. “Mas o aumento na demanda pelos canais online nos motivou a buscar crescimento de 30% sobre 2020 e, para isso, estamos investindo fortemente em compras, ações de marketing e lançamentos.”

Tendo em vista o cenário atual, com algumas diferenças em relação a 2020, a empresa acredita que a economia brasileira pode crescer em torno de 3% este ano, diz Carlos Eduardo. “Para o nosso setor, o governo poderia oferecer incentivos fiscais por período determinado, para aquecer o mercado e fomentar as vendas. A alta do dólar afeta os custos de operações das empresas, reduz as margens de lucro e impacta o valor final dos produtos. O dólar corresponde a mais de 80% dos nossos custos diretos.”

“O aumento na demanda pelos canais online nos motivou a buscar crescimento de 30% este ano sobre 2020.”

Este ano, a Lenoxx faz lançamentos com qualidade e preço. “Destacamos o fortalecimento da Linha Red, que já conta com enorme variedade de produtos modernos e práticos de diversas categorias. Em cuidados pessoais, a linha My Rose terá duas novidades. Ela incorpora a requintada cor rosé metalizada nos produtos com preços acessíveis, democratizando a compra e estimulando a recompra de toda a coleção”, conta Carlos Eduardo.

LG

Roberto Barboza,
vice-presidente de vendas 

A empresa quer fazer com que a casa se torne um ambiente cada vez mais confortável, conectado e seguro, diz o vice-presidente de vendas. “Com essa premissa, temos previsão de crescimento no faturamento global na comparação 2020/2021 e apostamos, principalmente, nas datas comemorativas do varejo, que, historicamente, trazem boas performances de vendas.”

Em 2021, a LG fará lançamentos em quase todas as áreas de negócios, incluindo tendências apresentadas na CES, caso das TVs QNED Mini LED e OLED Evo. “Lançaremos, ainda, produtos de purificação de ar e refrigeração, e itens de linha branca aptos a se conectarem ao ambiente de internet das coisas. Novas linhas de notebooks e monitores também estão previstas”, conta Roberto.

“Teremos vários lançamentos, incluindo tendências apresentadas na CES, caso das TVs QNED Mini LED e OLED Evo.”

As recentes projeções do Boletim Focus apontam para crescimento do PIB na faixa de 3,5% em 2021, mas esse resultado dependerá de pautas que estão em discussão e de reformas estruturais, afirma Roberto. “Outro fator que influenciará diretamente a performance da economia é a vacinação. Quanto antes o País tiver sua população vacinada, melhor será para a retomada econômica. Quanto ao setor de eletrodomésticos, é fundamental que ele tenha incentivos fiscais para poder manter o nível alto de produtividade sem imputar custos adicionais aos produtos.”

LOGITECH

Jairo Rozenblit, country manager

É grande a expectativa para 2021, conta o country manager. “No ano passado, tivemos ótimo crescimento, nossas soluções e inovações demonstraram uma relevância que jamais vimos, especialmente para home office e o mundo dos games. A meta é superar o faturamento de 2020. O resultado global do último trimestre, que atingiu expansão de mais de 80% de vendas, fez a matriz reajustar as perspectivas de crescimento entre 57% e 60% no mundo.”

A economia brasileira sempre teve altos e baixos, diz Jairo. “Vivenciamos uma pandemia e, por estarmos em um mundo globalizado, o que ocorre em alguns países tem efeito em outros. O setor em que atuamos, de acessórios e periféricos, nunca esteve tão em alta. Então o mercado continua crescendo e, ainda que o dólar tenha influência direta nos preços, buscamos amenizar o máximo possível esse fator.”

“O setor em que atuamos, de acessórios e periféricos, nunca esteve tão em alta.”

No início deste ano, a empresa anunciou a realização do Legendary Laps, um evento em que jogadores testam suas habilidades como motoristas e concorrem a prêmios, e promoveu o Logitech Gaming Festival, com influenciadores e jogadores profissionais. Também fará lançamentos e está investindo forte em soluções wireless e ergonomia, que são grandes tendências. “No B2B, atuamos com soluções para telemedicina e ensino a distância”, explica Jairo.

LORENZETTI

Eduardo Coli, CEO


A Lorenzetti está otimista com o ano de 2021, afirma o CEO. Isso se deve à perspectiva de manutenção do crescimento e incremento de dois dígitos sobre o faturamento de 2020, que foi de R$ 1,82 bilhão. “Este ano, os investimentos serão voltados à ampliação do portfólio de produtos, à pesquisa, ao desenvolvimento e ao marketing.”

Para Eduardo, a economia vai se recuperando e tende a melhorar com a vacinação da população economicamente ativa. Iniciativas como o Auxílio Emergencial e a liberação dos recursos do FGTS contribuíram para estimular as vendas, inclusive as de eletroeletrônicos. “Isso favoreceu o mercado, uma vez que as pessoas ficam mais tempo em casa e promovem melhorias, tanto no aspecto do conforto, com um chuveiro elétrico, como em computadores e smartphones, necessários à rotina de home office.”

“Esperamos incremento de dois dígitos sobre o faturamento de 2020, que foi de R$ 1,82 bilhão.”

A alta do dólar, por sua vez, é complexa. “Ela tem impacto nos insumos e nas matérias-primas de praticamente toda a cadeia produtiva. Por outro lado, a Lorenzetti exporta para mais de 45 países, que mantêm o interesse pelos nossos produtos e soluções”, explica Eduardo.

MONDIAL ELETRODOMÉSTICOS

Giovanni M. Cardoso, cofundador


Desde que comprou a fábrica da Sony, em Manaus (AM), no final de 2020, a empresa acelerou o planejamento estratégico, diz o cofundador. “O que estava previsto para quatro anos, estamos fazendo em seis meses. Trabalhamos para o faturamento crescer na mesma velocidade que os nossos investimentos. Lançaremos 43 produtos neste semestre e entraremos em novos mercados.”

Na categoria de cozinha, serão 18 lançamentos de portáteis, além de 15 produtos de cuidados pessoais, quatro para o lar, quatro na categoria de eletrônicos e dois em ferramentas. “Além dos investimentos previstos para 2021, a empresa vai ingressar em três novas categorias e produzirá, a partir do segundo semestre, micro-ondas, aparelhos de ar-condicionado e televisores”, destaca Giovanni.

“Lançaremos 43 produtos neste semestre e, no segundo, produziremos micro-ondas, aparelhos de ar-condicionado e televisores.”

A taxa do dólar afeta toda a cadeia de matéria-prima e serviços, como cobre, polipropileno, embalagens, combustível e fretes. Nos produtos importados, o dólar impacta diretamente a totalidade do custo, diz Giovanni. Portanto, saímos de uma taxa por volta de R$ 3,80 em julho/2019, chegando hoje ao patamar de R$ 5,40. Isso representa impacto direto de 42%. Mas, como nosso foco sempre é buscar soluções, corrigimos os preços e iniciamos um enorme processo de nacionalização de produtos.”

MOTOROLA

José Cardoso, presidente Brasil

Em fevereiro, a Lenovo anunciou seus ganhos com o smartphone FYQ3. Eles demonstram o crescimento e a lucratividade da Motorola, empresa adquirida pelo grupo, conta o presidente. “O FYQ3 marcou o maior trimestre de lucratividade desde a aquisição da Motorola. Globalmente, a empresa registrou crescimento de receita de dois dígitos ano após ano e se recuperou do impacto da Covid-19 ao retomar uma lucratividade notável.”

Para 2021, a perspectiva é positiva. Principalmente pelo crescimento do e-commerce e aumento do número de consumidores que passaram a comprar nas lojas online em decorrência da pandemia. “As pessoas devem continuar trabalhando de casa ou em um sistema híbrido. Isso significa que precisarão de smartphones melhores, e a Motorola está pronta para oferecer boas opções para todos os perfis de consumidor”, diz José.

“A Motorola carrega o DNA de inovação.”

Olhando para o futuro, a empresa continuará a implementação da tecnologia 5G no Brasil e no mundo, apostando no seu portfólio premium e defendendo sua posição no segmento intermediário, com destaque para a família moto g. “A Motorola carrega o DNA de inovação. Trouxe ao Brasil o primeiro smartphone compatível com a tecnologia 5G. Também lançou o primeiro smartphone com tela dobrável em formato flip do mundo, o motorola raz. Seguiremos realizando pesquisas para entender as novas necessidades dos consumidores. Teremos novidades incríveis para 2021!”

MUELLER

Márcio Gonçalves, presidente

A empresa prevê aumento no faturamento em 2021, diz o presidente. “Mas isso dependerá do comportamento dos próximos meses, principalmente no que diz respeito à inflação de custos com matéria-prima e seu impacto nos volumes comercializados com os distribuidores. Tudo o que foi feito em 2020 não garante que os resultados e volumes se repetirão. Necessitaremos de boa dose de entendimento do novo cenário, velocidade nas decisões e empenho.”

Para 2021, os planos de investimentos são bastante fortes e preveem lançamentos em todos os negócios, conta Márcio. “São muitas novidades e deverão, cada vez mais, colocar nossas marcas em evidência junto ao consumidor moderno. Isto faz parte da maneira como o nosso grupo enxerga o mercado.”

“Para 2021, os planos de investimentos são bastante fortes e preveem lançamentos em todos os negócios.”

Na área da economia, há muito a ser feito, diz Márcio. “Se o governo conseguir caminhar com as reformas administrativa e fiscal será uma grande ajuda. A flexibilização das leis trabalhistas, como ocorreu no início da pandemia, e a injeção de dinheiro foram importantes para a reversão do cenário de 2020. Outro desafio é fazer com que o crédito, a taxas competitivas, esteja à disposição do consumidor. O dólar também nos afeta, pois compramos muitas matérias-primas e produtos acabados no exterior. Utilizamos diversas ferramentas de proteção cambial, mas o dólar nos patamares atuais encarece os produtos.”

MULTILASER

Alexandre Ostrowiecki, CEO

A empresa está bastante animada com as possibilidades de crescimento neste ano, afirma o CEO. “Projetamos aumento de até 25% em nossos negócios de varejo ante o ano passado. Em 2021, investiremos mais em marketing/branding, em grandes lançamentos e em novas categorias de produtos. A primeira novidade, a Rapoo, nova marca que integra o portfólio de informática e periféricos, chega ao mercado neste trimestre.”

O cenário econômico brasileiro é visto com preocupação e esperança. “Por um lado, a eleição para a Câmara demonstrou maior alinhamento entre Executivo e Legislativo e há indícios de que pode sair a reforma administrativa. Por outro, a dívida pública está próxima de 100% do PIB, algo inédito no País. Sem um controle rigoroso, corremos o risco de cair numa espiral de inflação e recessão econômica sem precedentes”, diz Alexandre.

“Projetamos aumento de até 25% em nossos negócios de varejo ante o ano passado.”

No setor eletroeletrônico, é preciso uma ação mais dura do governo frente ao contrabando e ao desvio de produtos do mercado cinza dos países vizinhos, observa Alexandre. “O dólar, por sua vez, afeta nossos negócios. Na cadeia de suprimentos, a maior parte dos custos é dolarizada, com peças e componentes da Ásia. Há que se ter em mente a taxa de câmbio entre o dólar e a moeda chinesa, pois, com a impressão e a expansão monetária nos Estados Unidos, a tendência é que o dólar se enfraqueça e o real perca mais valor frente ao yuan.”

MULTIVISÃO

Rafael Pesce Barbosa, presidente



2021 ainda é muito incerto, talvez até mais do que 2020, diz o presidente. “A falta e os constantes aumentos de preços das matérias-primas são grandes preocupações. Em 2020, crescemos 40% no acumulado do ano, e a perspectiva para 2021 é de expansão de 25%.”

A Multivisão importa e exporta. Assim, no dólar, perde por um lado, mas por outro ganha competitividade. “Os produtos e o valor do frete internacional aumentaram. Acredito que faltarão produtos no mercado neste semestre. A inflação voltou a ser a grande vilã da nossa economia”, conta Rafael.

“Em 2020, crescemos 40% no acumulado do ano e a perspectiva para 2021 é de expansão de 25%.”

Este ano, a empresa investe na compra de máquinas, ferramentas e tecnologias e lança novo catálogo, destaca Rafael. “Desde peças injetadas de plástico até dobradeiras automatizadas de aço. Há 35 anos, apostamos na inovação.”

NEWELL BRANDS

Alexandre Pires da Luz, diretor-presidente

Em 2020, a pandemia criou situações atípicas, diz o diretor-presidente. “Nós nos deparamos com lojas físicas temporariamente fechadas e com um consumidor aberto às compras online em função da alta demanda por algumas categorias. Nós nos concentramos em trabalhar em segurança, priorizando a saúde dos nossos colaboradores, e em fortalecer parcerias com fornecedores e clientes. Investimos em novas categorias e em lançamentos de produtos. Fechamos o ano com crescimento para ambas as marcas, Oster® e Cadence.”

A demanda por eletroportáteis continuará em 2021, afirma Alexandre. “Estamos otimistas. Acreditamos que possamos seguir nos adaptando aos desafios externos e com crescimento. O ano precisa ser marcado por entregas do governo brasileiro, começando por programas de apoio aos pequenos e médios varejistas, que têm importante relevância para o nosso segmento. Ações que valorizam o varejo são o início da retomada da credibilidade em relação ao futuro do mercado e ao aumento da confiança do consumidor.”

“Ações que valorizam o varejo são o início da retomada da credibilidade em relação ao futuro do mercado e ao aumento da confiança do consumidor.”

Em 2021, a Newell Brands programa diversos lançamentos com as suas marcas Oster® e Cadence. “Vamos focar nas grandes categorias como liquidificadores, ventiladores e batedeiras planetárias. Será um ano de muita renovação e novidades para o mercado”, garante Alexandre.

PANASONIC

Sergei Epof, vice-presidente de appliances

Transformações muito velozes ocorreram em 2020, diz o vice-presidente de appliances. “Vieram mudanças definitivas para a sociedade, principalmente em questões comportamentais. Foi um ano desafiador, mas trouxe oportunidades. A busca por eletrodomésticos disparou. Tivemos resultados positivos localmente. Nosso e-commerce dobrou de tamanho. Mantivemos nossa estratégia de crescimento em diferentes segmentos, o que é muito positivo, levando em conta a instabilidade do mercado.”

No Brasil há 53 anos, a empresa acredita que ainda há muitas oportunidades no mercado nacional. Por isso, mantém os investimentos e a estratégia de expansão com foco nas inovações. “Em 2021, a expectativa é de lançamentos em diversas categorias, como geladeiras, cuidados pessoais – esta inédita da marca no país –, televisores, máquinas de lavar e micro-ondas”, conta Sergei.

“O mercado pode esperar um lançamento inédito no segmento de micro-ondas, que revolucionará o mercado.”

“O mercado pode esperar um lançamento inédito no segmento de micro-ondas, que revolucionará o uso do produto”, adianta Sergei. O consumidor está mais exigente. Assim, a demanda por aparelhos com melhor performance e eficiência tem sido uma tendência e, nessa área, estamos bem qualificados. O Brasil pode aguardar produtos criados para contribuir para o desenvolvimento sustentável, pilar fundamental que permeia toda a nossa estratégia global.”

POSITIVO TECNOLOGIA

Hélio Rotenberg, presidente

A empresa vinha se preparando para crescimento mais acelerado desde antes da pandemia, diz o presidente. “Confiamos que conseguiremos potencializar esta oportunidade de mercado e acelerar nossa transformação como companhia. A demanda por nossos produtos habituais – computadores, celulares e tablets – está muito aquecida, bem como por nossas vertentes estratégicas: Positivo Casa Inteligente, Positivo as a Service, Servidores e Storage, além de terminais inteligentes de pagamentos. Em 2021, começaremos a entregar as urnas eletrônicas ao Tribunal Superior Eleitoral.”

Este ano pode marcar o início da retomada econômica. “Há projeções de crescimento e estimativas de expansão do setor industrial. O volume de compras pela internet tende a continuar alto. No caso dos eletroeletrônicos, medidas como a diminuição da dependência de fabricantes asiáticos de componentes, menor variação cambial, nova rodada de auxílio emergencial e a aprovação das reformas sinalizadas pelo governo podem estimular o setor”, diz Hélio.

“Em 2021, começaremos a entregar as urnas eletrônicas ao Tribunal Superior Eleitoral.”

A Positivo Tecnologia tem um papel bastante importante na democratização dos computadores no mercado brasileiro, atesta Hélio. “Nossa marca é muito reconhecida, e continuaremos a trabalhar para melhorar cada dia mais a percepção de qualidade dos produtos. Nos próximos meses, teremos novidades nas diferentes categorias de produtos, em linha com as necessidades de nossos clientes.”

PROGÁS INDÚSTRIA METALÚRGICA BRAESI EQUIPAMENTOS PARA GASTRONOMIA

Cristiano Mesquita, CEO


2020 foi desafiador e com incertezas, mas teve final positivo para as empresas, diz o diretor-presidente. “Nossa expectativa é crescer em 2021, visando a um faturamento superior ao de 2020, com aumento de produção e de vendas.”

Nos últimos meses de 2020, houve perdas por falta de matéria-prima e insumos, além de preços abusivos, conta Cristiano. “Uma ação rápida do governo e associações poderia controlar a situação e tornar a economia mais estável.”

“Nossa expectativa é faturamento superior ao de 2020.”

Além da meta de crescer em produção e faturamento, serão mantidos os cuidados relativos à saúde, diz o diretor. “Assim, poderemos atender a todas as demandas e fazer os investimentos que estavam projetados para 2020.”

RAGTECH

Walter Silva Junior, gerente nacional de vendas


2021 será melhor que os dois últimos anos, inclusive em faturamento, diz o gerente nacional de vendas. “Essa segurança se baseia no line up de produtos para o mercado de sistemas de energia de baixa potência.”

As políticas governamentais estão na direção certa, comenta Walter. “Confiamos que os resultados virão. Uma empresa como a nossa precisa apenas de estabilidade econômica.”

“Uma empresa como a nossa precisa apenas de estabilidade econômica.”

Neste ano, já fez três lançamentos. “Muitos mais virão”, diz Walter. Em 2020, lançou 18 produtos, entre eles estabilizadores, no-breaks, um deles para uso com os respiradores pulmonares, e dimmer digital.

RED MOBILE

Felipe T. Cavalcanti, presidente



O planejamento para este ano é ousado, visa a um forte crescimento, como ocorreu em 2020, diz o presidente. “Nosso objetivo é posicionar a marca como uma das referências do setor, com o lançamento de produtos com design ou features inovadores.”

Na opinião de Felipe, o segundo semestre de 2020 ficou marcado pela grande quantidade de dinheiro liberada pelo governo federal para evitar uma forte queda da economia devido à pandemia. “A indústria e o varejo foram muito beneficiados com essas medidas, mas não podemos achar que uma ação fundamental para evitar um colapso econômico de famílias em situação de vulnerabilidade social possa perdurar como motor econômico. O que ajudaria seria a estabilização da moeda para que os novos investimentos pudessem ter um mínimo de previsibilidade.”

“Nosso objetivo é posicionar a marca como uma das referências do setor.”

Desde 2018, a desvalorização do dólar tem afetado de forma muito contundente os preços dos produtos, diz Felipe. “De certa forma, o mercado tende a se regular sozinho, mas a volatilidade cambial no curtíssimo prazo traz muita dificuldade na formação dos preços, uma vez que, em 15 dias, pode haver uma variação de 10% na moeda, e isso significa ser competitivo ou não. Os custos também estão sendo muito pressionados pelo forte aumento nos preços do frete internacional.”

SEMP TCL

Carlos Li, CEO

As expectativas são grandes para este ano, diz o CEO. “O olhar mais atento que o consumidor trouxe para a sua casa na pandemia deve permanecer, pois ele viu o quanto é importante investir em mais conforto e nas facilidades que a tecnologia de ponta oferece. As pequenas indulgências são tendências fortes para 2021. A isso, soma-se a paixão do brasileiro pela tecnologia. Esperamos crescer em 2021.”

Neste ano, a TCL investe forte nas novas linhas de televisores, soundbars e condicionadores de ar. Lançou primeiro os condicionadores de ar split Elite Series A1, que consomem menos energia e garantem total higienização. Em TVs, espera disponibilizar no País as novidades apresentadas na CES 2021, com tecnologias como Mini LED e Google TV. “Planejamos trazer a linha branca ao Brasil no segundo semestre de 2021. Os primeiros itens serão máquina de lavar e refrigerador”, adianta Carlos. 

“Planejamos trazer a linha branca ao Brasil no segundo semestre de 2021.”

Na economia, as reformas previstas devem proporcionar um melhor cenário macroeconômico e possibilitar maior estabilidade. “Para o setor eletrônico, bem como para qualquer atividade, a confiança de ter um ambiente estável é a base para planejar e investir no longo prazo”, afirma Carlos. Com o impacto da alta do dólar na produção, a SEMP TCL busca melhorar os processos e ganhar eficiência para continuar competitiva nesse cenário.

SKY

Raphael Denadai, CEO

Em 2021, quer continuar a ser um centro de comodidade para todo o Brasil, levando informação e entretenimento, diz o CEO. “A SKY trabalha com o mindset de consumer centric, que amplifica a busca pela entrega da melhor experiência ao cliente. Em 2021, as perspectivas são melhores que as de 2020. Apostaremos nas novas parcerias, acreditamos nesse formato e teremos soluções alinhadas às necessidades do público.”

O Brasil passa por um momento desafiador, afirma Raphael. “O valor do dólar afeta o negócio, mas acreditamos na resiliência e capacidade do brasileiro de se reinventar e construir oportunidades. O foco, agora, é acelerar a vacinação para garantir segurança à população e possibilitar a retomada do crescimento econômico, dando confiança aos empresários e investidores.”

“Em 2021, as perspectivas são melhores que as de 2020.”

Em janeiro último, a SKY anunciou a parceria com a Viasat, para ampliar o alcance da internet via satélite. “Novas parcerias podem ser extremamente vantajosas aos clientes. Vamos intensificar esse formato, envolvendo produtos de segurança residencial. Também investimos em conteúdo na SkyPlay e assumimos o compromisso de zerar a emissão de carbono até 2030. Construiremos uma usina solar para consumir apenas energia limpa em nossos centros de transmissão”, conta Raphael.

STANLEY BLACK&DECKER

Fábio Govina, diretor de marketing


A empresa acredita em um bom primeiro semestre em 2021, diz o diretor de marketing. “O isolamento social deverá permanecer por um tempo, e a mudança de hábito do consumidor favorece o nosso setor. Esperamos crescimento importante ante 2020.”

Este ano, terá novidades em várias linhas, com mais de 150 produtos. “Em 2020, mesmo com a pandemia, cumprimos o calendário com a expansão da linha de ferramentas a bateria e novas categorias de eletroportáteis”, diz Fábio.

“Esperamos crescimento importante neste ano”.

O e-commerce vem impulsionando as vendas dos eletroportáteis e ferramentas, conta Fábio. “Ajustamos nossa política comercial para a nova realidade e ampliamos a distribuição, reconquistando a confiança de nossos clientes.”

SUGGAR ELETRODOMÉSTICOS

Leandro Xavier Costa, CEO

A empresa espera que este ano seja superior ao de 2020 em resultados, pois a demanda por eletrodomésticos continua bastante aquecida, diz Leandro Xavier Costa. “O fato de o consumidor passar mais tempo em casa contribui para o aumento da busca por itens que trazem praticidade e comodidade para o dia a dia. Esperamos um faturamento bem maior na comparação com o do ano passado.”

Com a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado alinhados ao governo, o CEO vê um panorama mais favorável à aprovação das reformas, como a tributária e a administrativa, tão necessárias, e às pautas que poderão alavancar a economia. “A prorrogação dos benefícios emergenciais por pelo menos três meses, até que boa parte da população seja vacinada, seria muito importante para o setor de eletrodomésticos”, afirma Leandro.

“Esperamos um faturamento bem maior em 2021, na comparação com o do ano passado.”

O aumento do dólar causou forte impacto nos custos de todos os produtos, e os reajustes de preços foram inevitáveis, conta o CEO. “Esperamos que, no decorrer de 2021, ele se estabilize em patamar mais baixo, assim como os fretes marítimos, que sofreram reajustes absurdos. A Suggar está investindo no aumento da capacidade produtiva de praticamente todos os produtos, buscando maior market share e confiando no potencial do País. Ainda neste semestre, lançaremos fogões de indução e fritadeiras sem óleo.”

SUMMERLAND

Hicham A. Hamze, diretor

Como muitas, a empresa almeja mais um ano de crescimento, diz o diretor. “Trabalhamos com uma linha completa de acessórios e eletrônicos, que ganharam mais força com o home office e o homeschooling, como, por exemplo, suportes para tablets, notebooks, fones e cabos. Também temos uma linha de plotters para a produção de películas de proteção de tela para dispositivos móveis, que é um grande diferencial nosso. Com tudo isso, esperamos, este ano, faturamento superior ao de 2020.”

Lançamentos constantes fazem parte do planejamento da empresa. “Estamos sempre buscando o que há de mais novo e moderno no mercado de acessórios e eletrônicos. Em janeiro último, lançamos mais um modelo de plotter, agora com sistema Bluetooth, novas opções e tamanhos de películas de hydrogel e a linha personalizada de skins, que já ultrapassa mais de 70 modelos”, conta Hicham.

“Trabalhamos com uma linha completa de acessórios e eletrônicos, que ganharam mais força com o home office e o homeschooling.”

Na economia, o diretor considera que o Brasil vive um momento difícil e, diante da alta taxa de desemprego, defende a redução de impostos e a simplificação dos financiamentos. “Na Summerland, trabalhamos exclusivamente com a importação e, como as negociações são feitas em dólar, os preços aumentam muito, o que inevitavelmente afeta o custo do produto.”

TENDA TECNOLOGIA

Cary Cao Yuanda, CEO

Em 2021, tem meta de faturamento muito mais agressiva do que a de anos anteriores, diz o CEO. “Nossa expectativa é, no mínimo, dobrar o resultado do ano passado. Queremos ampliar nossa área de atuação, intensificar a distribuição de produtos no País e aumentar a participação de mercado. Este será um ano de reconstrução, e estamos prontos para fornecer a melhor tecnologia para a conexão com a internet.”

O consumidor brasileiro é entusiasta de novas tecnologias, ávido por consumi-las, mas sua vontade esbarra na alta carga tributária, afirma Cary. “Os impostos são o maior impeditivo para o crescimento. Muitas empresas mudam suas instalações para locais onde há incentivos, tentando manter um negócio saudável. Ainda assim, acreditamos no Brasil como um país com grande potencial de crescimento e estratégico para nossos negócios e resultado global.”

“Nossa expectativa é, no mínimo, dobrar o resultado do ano passado.”

No ano passado, a empresa preparou a entrada em vários nichos de seu segmento. “Em 2021, traremos diversos lançamentos para atender à demanda de toda a cadeia, desde os usuários finais até os corporativos e WISPs. Vamos introduzir no portfólio câmeras IP e roteadores com novas tecnologias, com destaque para o Wi-Fi 6. Também estamos preparando o lançamento da linha de soluções corporativas, a IP-Com”, explica Cary.

THERMOMATIC

Sven von Borries, diretor comercial

O ano de 2020 foi atípico e determinou mudanças na vida de pessoas e empresas. Para a Thermomatic, não foi diferente, diz o diretor comercial. “Contudo, mantivemos a saúde financeira da empresa. Para 2021, projetamos crescimento de 24% sobre 2020. Nossa percepção é que as pessoas se tornaram mais preocupadas com a saúde e têm consciência do quanto a qualidade do ar e o controle sobre a umidade oferecidos pelos nossos equipamentos são importantes no dia a dia.”

Apesar da retração causada pela pandemia, a Thermomatic tem boas projeções para 2021. Atenta aos movimentos do mercado, busca suprir todas as suas necessidades. “Estamos importando um novo Desidrat Plus 70 e disponibilizando o Data Logger, um novo aparelho eletrônico que mede temperatura e umidade do ambiente. A ideia é lançar até o final deste ano mais dois produtos”, conta Sven.

“Para 2021, projetamos crescimento de 24% sobre 2020.”

Uma política de juros controlados beneficiaria os setores de consumo, mas é importante recuperar o poder aquisitivo das pessoas, diz Sven, cuja empresa trabalha com uma gama de importados. “Quanto mais o dólar sobe, mais encarece o produto. Um exemplo prático é a importação de produtos da China, que teve aumento de 25% nos custos. Apesar disso, não estamos repassando os 25%. O valor dos nossos produtos sofrerá reajuste agora em março para se adequar à realidade do mercado, mas o consumidor final não sofrerá tanto impacto.”

TP-LINK BRASIL

Marcello Liviero, diretor nacional de vendas

O mercado de TI, em 2020, teve crescimento positivo devido à necessidade das famílias de estruturar suas residências para o trabalho e o estudo remotos, diz Marcello Liviero. “Porém a dificuldade de renda causada pela pandemia deverá impactar o nosso mercado em 2021, uma vez que o consumo reduzido é uma das poucas certezas que temos. Por isso, este ano, estamos focados em trabalhar produtos para todas as faixas de preço.”

Para alavancar mais o setor, o diretor pede algumas mudanças. “Redução de impostos, benefícios e transparência são muito bem-vindos para o mercado de TI. A criação de um imposto único no final da cadeia de consumo reduziria a carga tributária e simplificaria as operações comerciais e fiscais. O dólar também nos afeta diretamente, pois todos os nossos produtos são importados. Para compensar a alta, criamos programas e campanhas que tornem nossos produtos mais atrativos aos parceiros.”

“Nossa meta, sempre, é superar o faturamento dos anos anteriores. Acredito que em 2021 não será diferente.”

Este ano, a empresa continuará investindo na sua linha Wi-Fi 6, trazendo essa tecnologia também para o Wi-Fi corporativo e para a linha residencial Deco. Para essa linha residencial, também trará o roteador AX73. “Nossa meta, sempre, é superar o faturamento dos anos anteriores. Acredito que em 2021 não será diferente”, destaca o diretor nacional de vendas da TP-Link Brasil.

TRAMONTINA

Clovis Tramontina, presidente do conselho de administração


A empresa, que completa 110 anos em 2021, continuará a escrever a sua história com foco nas pessoas mais do que nos produtos, diz o presidente do Conselho de Administração. “Em resultados, a meta é chegar a R$ 9,4 bilhões, 20% acima de 2020, e atingir ainda mais o mercado jovem, trabalhando a pluralidade, a diversidade e a sustentabilidade.”

Em 2020, o desempenho foi favorável, mas a retração no mercado, devido à pandemia, não permitiu a retomada dos níveis de consumo em todas as linhas. “O mercado está vivenciando uma grande transformação. É preciso estar atento à digitalização da economia e entender que o consumidor quer praticidade, agilidade e qualidade em tudo o que adquirir. Nosso trabalho está na busca da redução de custos, para nos tornarmos mais competitivos”, conta Clovis.”   

“Em resultados, a meta é chegar a R$ 9,4 bilhões, 20% acima de 2020.”

Presente em mais de 120 países e com 15 unidades no exterior, a Tramontina está otimista em relação a 2021, embora o valor do dólar afete os negócios, afirma Clovis. “De qualquer forma, a avaliação geral pode ser bastante relativa, visto que pode afetar o mercado interno mas ser favorável para o externo. Há o equilíbrio das operações para o negócio.” Este ano, além de lançamentos, já neste trimestre a empresa entrará em novos segmentos. Um plano de investimento em inovação, tecnologia e automação está em vigor.

Fonte: Revista Eletrolar News – Edição 141

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