FERRAMENTAS ELÉTRICAS ganharam maior visibilidade em 2020

O prazer de fazer reparos com as próprias mãos se tornou um hobby para muitos, e a atual situação econômica favoreceram as vendas desses produtos.

por Neusa Japiassu

O varejo teve fortes argumentos para valorizar a exposição de ferramentas elétricas em suas lojas este ano. O mercado ganhou grandes proporções e se fortaleceu. Com o consumidor em casa, por conta da pandemia e do conceito “faça você mesmo”, muitos se valeram desse período para fazer reparos, criar novas peças e tornar a atividade um prazer compartilhado com a família. Com isso, também foi possível economizar um pouco mais.

Ter ferramentas em casa proporciona maior praticidade para pequenos reparos no dia a dia, diz Cristiane Clausen, diretora-geral da Britânia. “A grande vantagem é que nossas ferramentas são ideais para pequenas reformas. Este ano, trouxemos em nossa comunicação diversos influenciadores, que reforçaram ainda mais a proposta do ‘faça você mesmo’ – DIY (do it yourself) – para as nossas marcas.”

O conceito DIY vem sendo cada vez mais incorporado pelo consumidor e se fortaleceu com a pandemia. As ferramentas hobbistas tiveram aumento de vendas, principalmente na categoria de parafusadeiras, conta o cofundador da Mondial Eletrodomésticos, Giovanni Marins Cardoso. “A maior motivação é facilitar o trabalho e permitir que seja feito de forma mais próxima do que faria um profissional. As ferramentas elétricas realmente auxiliam o usuário a realizar um trabalho mais qualificado e eficiente.”

O conceito “faça você mesmo” vem sendo cada vez mais incorporado no dia a dia do consumidor.

A linha de ferramentas elétricas para uso doméstico registrou aumento expressivo em vendas este ano, acrescenta Felisberto Moraes, diretor da Tramontina. “Acreditamos que passar mais tempo em casa fez com que as pessoas buscassem novas atividades. O fazer com as próprias mãos carrega um sentimento de bem-estar e relaxamento muito interessante e necessário para este período.”

MERCADO COM BOM POTENCIAL

Considerado essencial, o segmento de lojas de construção não fechou durante a pandemia, lembra Rafael Santos, gerente-geral da Hammer, marca da Lenoxx. “Muitas pessoas, por conta do desemprego, começaram a realizar serviços informais de pedreiro e encanador, como forma de sustento. Também acredito que, por outro lado, muitos não contrataram prestadores de serviços por medo de transmissão da Covid-19.”

O mercado tem potencial de crescimento, porém ainda abaixo dos níveis de consumo por parte da indústria e profissionais da construção civil, afirma Pedro Costa, diretor de vendas da divisão de ferramentas elétricas da Robert Bosch no Brasil. “O consumidor viu nas atividades de prestação de serviço uma forma de renda complementar ou, até mesmo, uma economia com as manutenções, que geralmente são feitas por terceiros.”

À medida que o consumidor se interessa e busca mais informações sobre DIY, acaba comprando uma nova ferramenta ou acessório. “As linhas voltadas para concreto, alvenaria e madeira são as que mais crescem, como furadeiras, parafusadeiras, lixadeiras e serras. Há cada vez maior interesse do público em adquirir produtos a bateria, e a Black+Decker investe nesse portfólio”, diz Paulo Penna, gerente de ferramentas da marca.

VAREJO: PARCEIRO EM VENDAS

A linha de ferramentas das marcas Britânia e Philco teve mais de 80% de seu faturamento focado no varejo, conta a diretora-geral da empresa. “Porém sabemos que ainda temos uma infinidade de oportunidades junto aos home centers e varejos especializados, além do online. A expectativa é triplicar o faturamento no próximo ano em relação a 2020. Estamos trabalhando com diversos lançamentos e em busca de novos canais de vendas.”

Para a Mondial Eletrodomésticos, a venda é maior no varejo, mas o home center também é um canal de busca e destino por parte dos consumidores que querem ferramentas. “Esperamos ter crescimento significativo em 2021. As vendas de parafusadeiras tiveram aumento expressivo em 2020 e, com os novos modelos, esperamos obter resultados ainda mais promissores”, diz o cofundador da empresa.

O segmento da construção civil é fundamental para o desenvolvimento do País, por sua importância econômica e social, lembra o diretor de vendas da Bosch. “O dono de um pequeno negócio precisa atrair os clientes que estão nas imediações. Com o intuito de ajudar a cadeia como um todo, a marca tem uma relação próxima com o mercado e com os usuários, que contam com treinamentos, serviços, comunicação, exposição de marca e suporte.”

Cerca de 40% das vendas de ferramentas elétricas no Brasil se realizam nos grandes varejos, onde a atratividade é a variedade de produtos e o pagamento facilitado, diz o gerente-geral da Hammer, marca da Lenoxx. “Temos grandes desafios para 2021, como a incerteza política e econômica e o futuro com a Covid-19, que podem causar desaceleração na cadeia de consumo. Mas acreditamos que esse êxtase no segmento da construção civil dure pelos próximos 12 meses.”

Considerado essencial, o segmento de lojas de construção não fechou durante a pandemia.

O varejo e as lojas de material de construção de bairro são bons vendedores de ferramentas elétricas. “Buscamos crescimento sobre 2020, um ano desafiador, mas que demonstrou recuperação no segundo semestre. O que suportará esse crescimento serão os lançamentos de produtos em 2021. Muitas novidades na linha de baterias, principalmente, serão apresentadas ao mercado”, adianta o gerente de ferramentas da Black+Decker.

O varejo é um importante meio de vendas para ferramentas elétricas e também manuais. “Os produtos do Grupo Tramontina chegam ao varejo pelos cinco centros de distribuição do País. O momento é de muitas incertezas, mas a empresa está se preparando para um cenário realista em 2021, com crescimento em torno de 10% em comparação com o ano anterior”, diz o diretor do Grupo.

Veja os produtos destacados pelas empresas:

BLACK+DECKER

Paulo Penna, gerente de ferramentas da Black+Decker

Em seu portfólio tem ferramentas elétricas e kits. Destaque para a parafusadeira e furadeira de impacto BCD704 com empunhadura emborrachada, bateria de 20 V íon de lítio 1.5 Ah, mandril 3/8 (10 mm) sem chave, velocidade 0-400 – 0-1.400 RPM, impacto 21.000, torque 45 Nm com 11 posições e luz de LED.

Outro destaque é o lançamento da pistola de pintura com 1.200 W de potência e capacidade para 900 ml. Tem controle de fluxo de tinta no gatilho e sistema de pulverização com três níveis. Vem com rodas giratórias, com alça para facilitar o transporte e com suporte para armazenamento da mangueira de 3 metros e do cabo de energia.

Parafusadeira e furadeira de impacto BCD704
Pistola de pintura

BRITÂNIA E PHILCO

As marcas contam com uma linha completa de ferramentas, como furadeiras, parafusadeiras, serras, entre outras. Da Britânia, destaque para a parafusadeira BPF03MF, produto 2 em 1, pois é furadeira também. Tem 18 controles de torque, mandril de aperto rápido de 10 mm, lanterna e indicador de nível de bateria. Vem acompanhada de maleta com 50 acessórios e bateria de lítio 12 V, 1.500 mAh.

Com a marca Philco, a trena a laser PTL01 é moderna e versátil. Garante precisão na medição de distância, área e volume. Alcança 40 metros e memoriza até 20 medições. Utiliza três unidades de medidas: metros, polegadas e pés. Para ambientes mais escuros, tem display LED com backlight.

Parafusadeira Britânia BPF03MF
Trena a laser Philco PTL01

BOSCH

Pedro Costa, diretor de vendas da divisão de ferramentas elétricas da Robert Bosch no Brasil

Em 2020, lançou linha de ferramentas a bateria da marca Bosch. A parafusadeira e furadeira de impacto de ½” GSB 18V-50 vem com duas baterias com amperagem de 2 Ah, um carregador rápido bivolt e motor sem escovas de carvão. É uma ferramenta livre de manutenção, com o dobro de vida útil e maior autonomia, informa a empresa.

O modelo GSB 12V-30 também possui motor sem escovas de carvão e vem com sistema inteligente ECP, que protege eletronicamente as células da bateria, garantindo maior vida útil. Tem duas velocidades e torque de até 30 Nm.

Parafusadeira e furadeira de impacto GSB 18V-5
Parafusadeira e furadeira GSB 12V-30

LENOXX – HAMMER

Rafael Santos, gerente-geral da Hammer, marca da Lenoxx

Oferece uma gama de ferramentas manuais e elétricas, como brocas, martelos, furadeiras e parafusadeiras. Destaque para as pistolas elétricas pulverizadoras PP4000 e PP6500, leves e portáteis. A PP4000 tem 400 W de potência e a PP6500, 650 W. Ambas têm reservatório com capacidade para 700 ml e bico tripla função. Estão disponíveis em 127 V e 220 V.

Pistola elétrica pulverizadora PP6500 – Preço sugerido em 10/12/2020: R$ 499,99.
Pistola elétrica pulverizadora PP4000 Preço sugerido em 10/12/2020: R$ 299,99.

MONDIAL ELETRODOMÉSTICOS

Oferece uma linha completa de ferramentas elétricas. A parafusadeira PI-10MA é 3 em 1: parafusadeira, furadeira e furadeira de impacto. Tem bateria 12 V de impacto e bateria com íons de lítio com capacidade de 1.500 mAh, lanterna de LED e indicador de bateria. Vem acompanhada de maleta com 13 acessórios.

Mais um destaque é a parafusadeira PI-11MA, também 3 em 1, e com as mesmas especificações do modelo PI-10MA. O grande diferencial é a maleta que a acompanha, pois vem com 54 acessórios. 

Parafusadeira PI-10MAPreço sugerido em 22/12/2020: R$ 249,90.
Parafusadeira PI-11MA Preço sugerido em 22/12/2020: R$ 429,90.

TRAMONTINA

Pedro Costa, diretor da Tramonina

Conta com três linhas de ferramentas: Tramontina PRO, Master e Faça Você Mesmo. O kit parafusadeira/furadeira, da linha Faça Você Mesmo, está disponível em duas versões, com 7,2 V e 20 peças, ou 10,8 V e 30 peças. Vem com empunhadura ergonômica e emborrachada e bateria com íons de lítio com capacidade de 1.300 mAh.

Outro destaque dessa linha é a serra circular 1.400 W – 7.1/4”, indicada para trabalhos em madeira. Possui base com ajuste para cortes em ângulo de até 45o e saída lateral para a serragem. Vem com chave hexagonal e guia paralelo com graduação para cortes mais precisos. 

Kit parafusadeira/furadeira
Serra circular 1.400 W

Fonte: Revista Eletrolar News ed. 140

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