GREEN ELETRON – Evolução da logística reversa de eletroeletrônicos no Brasil

Humberto Barbato, presidente da Green Eletron

O Brasil é o campeão da América Latina na geração de lixo eletrônico. Produz 1,5 milhão de tonelada ao ano e recicla apenas 3%. A primeira iniciativa para melhorar esse cenário foi a Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010, estabelecendo a responsabilidade pela implementação da logística reversa, isto é, a coleta e destinação ambientalmente correta dos eletroeletrônicos, pilhas e baterias portáteis.

Mesmo sem definição das regras e metas para a logística reversa no nosso setor, algumas empresas se adiantaram e aderiram à Green Eletron, entidade gestora sem fins lucrativos, fundada em 2016 pela Abinee. Parte da indústria aguardava a aprovação do Acordo Setorial para Logística Reversa de Eletroeletrônicos para se adequar, o que finalmente ocorreu em outubro de 2019, ratificado com o decreto assinado no último dia 12 de fevereiro

O Brasil produz 1,5 milhão de tonelada de lixo eletrônico anualmente e recicla apenas 3%.

Com a regulamentação, empresas que ainda não colocaram em prática um sistema devem fazê-lo rapidamente. A Green Eletron trabalha, hoje, com 64 marcas de eletroeletrônicos e pilhas que possibilitaram reciclar mais de 520 toneladas de lixo eletrônico em 2019. Além disso, concluiu o ano com 173 coletores de eletroeletrônicos em 69 cidades paulistas e no Distrito Federal. A expectativa é atingir 500 pontos em 13 estados, em 2020. Para pilhas, já são mais de 2.200 em todo o Brasil.

Nos orgulhamos de estar na liderança desse movimento para tornar a logística reversa de eletroeletrônicos acessível a todos. Ainda há muitos desafios a superar, mas estamos confiantes em que o governo, o setor privado e a sociedade vão, juntos, tornar o mundo mais sustentável.

Fonte:  Revista Eletrolar News ed. 135

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