ARTIGO FECOMERCIOSP

FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO DO ESTADO DE SÃO PAULO (FECOMERCIOSP)

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O desempenho do varejo no ano passado dá boas pistas sobre 2022

Altamiro Carvalho, assessor econômico

Uma combinação de circunstâncias conjunturais explica o bom desempenho observado em 2021 no varejo paulista. De forma sintética, houve um movimento de vendas ancorado na melhoria de seus principais determinantes: massa de rendimentos em alta, maior saldo de empregados com carteira assinada, aumento substancial do crédito e restabelecimento da confiança do consumidor. Essa conjunção permitiu que o varejo paulista marcasse crescimento de 10,2% no ano passado.

Ao longo da pandemia, os segmentos que mais sofreram foram aqueles que exibiram os melhores resultados. O caso mais evidente ficou por conta das lojas de vestuário, que tiveram uma retração de 78%, em abril de 2020, e de 64%, em maio do mesmo ano – meses decisivos para o setor. Isso representou, ao fim do ano retrasado, um encolhimento de mais de 20% de participação no varejo. Em 2021, a atividade registrou uma expansão de mais de 18%, tendência que deve se manter neste ano.

No sentido oposto, permanece muito aquecido o ciclo de vendas das lojas de materiais de construção, as quais apontaram as maiores taxas positivas de vendas em 2020 (20% de expansão), voltando a assinalar novo crescimento substancial em 2021 (aumento de 22%).

O desempenho varejista em 2022 depende, em especial, do comportamento de variáveis cercadas de incertezas: a evolução do emprego, o nível geral da taxa de juros, o ambiente internacional e, principalmente, o comportamento da inflação, a maior ameaça para o poder de consumo das famílias.

Fonte: Revista Eletrolar News #148

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