Balanço GfK – Sofisticação no mercado brasileiro

Cesta de bens duráveis da GfK mostra elevação das vendas de produtos premium em todas as categorias.

O mercado brasileiro está se sofisticando, constata estudo da empresa de pesquisas GfK. “Na maior parte das categorias de eletrônicos, ganham relevância os produtos premium e aumenta o tíquete médio”, diz Rui Agapito, diretor da GfK. O mercado, de modo geral, caiu no volume de vendas, mas cresceu em faturamento por causa dos produtos premium. Por exemplo, o gasto médio de R$ 950,00 no primeiro quadrimestre de 2018 em smartphones subiu para mais de R$ 1.100,00 no mesmo período deste ano.

De janeiro a abril deste ano, os eletrônicos cresceram de importância ante o mesmo período de 2018. Em TI, o destaque ficou com os notebooks ultrafinos, de 18 mm, equipamentos premium, cujas vendas subiram 50%. O setor de informática, como um todo, cresceu 1% de janeiro a abril de 2019 frente aos primeiros quatro meses de 2018

No mercado de telefonia, mais de 90% dele ocupado pelos smartphones, houve queda no volume de vendas, mas aumento do faturamento. A categoria atinge a maturidade no Brasil e seu desafio é a conquista do consumidor, que mostra  preferência por telas maiores e maior número de câmeras. A categoria de televisores se manteve estável: as vendas cresceram 0,3% em unidades e caíram 1,4% em valor, o que se justifica até pelo bom desempenho do segmento antes da Copa do Mundo de futebol. As telas maiores predominam nas vendas.

A linha branca, cujo crescimento está ligado à linha premium, tem como um dos exemplos os refrigeradores com freezer na parte inferior O fogão perde espaço para o cooktop. Em eletroportáteis, produtos premium, como batedeira planetária e máquina de café vendem mais, conta Rui. Isso acontece porque hoje as pessoas sentem a necessidade de ter uma cozinha gourmetizada. Virou tendência.”

 

Boa notícia

Vendas de eletroeletrônicos devem crescer mais do que as do varejo total.

 Neste segundo semestre, as vendas de eletroeletrônicos deverão crescer mais do que as do varejo em geral. “Será algo próximo de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, com ganho em volume e preço”, afirma Henrique Mascarenhas, diretor da empresa de pesquisas GfK. O varejo, como um todo, deve crescer em torno de 3,5%.

A reforma da previdência é o aval mais importante para essa projeção, embasado, ainda, por outros pontos, como a demanda reprimida e a pequena recuperação do emprego. “A percepção positiva da aprovação da reforma,  aliada à recuperação paulatina de fatores econômicos, vai fazer o segmento de eletros crescer mais que o varejo”, explica Henrique.

Os produtos premium, principalmente na categoria de linha branca, serão os destaques nessa fase, que aponta para uma boa perspectiva futura, iniciando um ciclo virtuoso. Isso significa consumidor mais confiante e otimista, o que será um chamariz para o investimento dos empresários. “Há uma demanda latente. Desde 2014, o brasileiro está pessimista”, lembra o executivo.

 

Fonte: Revista Eletrolar News ed.131

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