Crédito mais barato impulsionará eletroeletrônicos em 2020

Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP

O momento econômico está cada vez mais favorável aos setores que comercializam bens duráveis, e o de eletroeletrônicos é um deles. Há um conjunto de variáveis positivas que afetam diretamente o consumo: emprego, renda e crédito.

De janeiro a outubro de 2019, foram gerados mais de 800 mil empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O consumidor, enxergando um cenário menos turbulento, se sente mais seguro para aumentar os gastos para além dos produtos essenciais.

Além disso, a liberação anual dos recursos de FGTS, PIS e Pasep, somada à injeção do décimo terceiro salário, também dá condições para o aumento da demanda no varejo, até mesmo por não haver pressão de preços.

E o crédito, variável fundamental para vendas de duráveis, que ficou escasso ao longo dos últimos anos de crise, está voltando – tanto pelo menor risco de inadimplência quanto pela consequência da redução da taxa básica de juro ao seu menor nível histórico. Ao longo dos três primeiros trimestres do ano, a concessão de crédito para os consumidores cresceu, respectivamente, 11%, 15% e 20%, segundo dados do Banco Central.

O mais importante é que a melhora da economia está se dando de forma consistente, estruturada, não sendo um caso do chamado “voo de galinha”. Dessa forma, com mais apetite para o consumo e buscando cada vez mais o crédito, as vendas de eletroeletrônicos devem surpreender positivamente em 2020.

Fonte: Revista Eletrolar News ed. 134

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