Expansão do total de lojas online no Brasil é superior a 40% ao ano

O e-commerce já é responsável por 8,48% do total de sites na internet brasileira. Essa fatia não passava de 2,65% há cinco anos.

O nível de profissionalismo do e-commerce aumentou e as lojas estão entrando cada vez mais preparadas para atender um consumidor muito exigente. É o que constata a sexta edição da pesquisa Perfil do E-Commerce Brasileiro, apresentada nesta quarta-feira (26.08), numa parceria entre a PayPal e a BigDataCorp, que monitora os movimentos e tendências do setor desde 2014.

Este ano, a expansão do e-commerce no País bateu um importante recorde: totalizou mais de 1,3 milhão de lojas online, com ritmo de crescimento de 40,7% ao ano. Essa forte expansão é um indicador do grande esforço que negócios de todos os portes têm feito para alcançar o seu consumidor em plena Covid-19.

Reflexo direto da pandemia e da necessidade de digitalização das empresas, a migração em massa de pequenos negócios para o comércio eletrônico impressiona. Se, em 2019, 26,93% dos e-commerces eram de pequeno porte e faturavam até R$ 250 mil por ano, hoje eles passaram a representar perto da metade das lojas online (48,06%).

“Para enxergar a presença do pequeno empreendedor no e-commerce brasileiro é preciso avaliar quantos e-commerces não têm sequer um único empregado: pela primeira vez este ano eles são maioria, ou 52,63%. Quando o corte são as lojas online com até cinco funcionários, o universo desses pequenos negócios abrange mais de 3/4 do total de comércios eletrônicos”, diz Thoran Rodrigues, CEO e fundador da BigData Corp.

O e-commerce segue amadurecendo: 55,68% já adotam meios eletrônicos de pagamento, o que representa aumento de 5,4 pontos percentuais em relação ao estudo de 2019. Da mesma forma, mais de 3/4 das lojas online (76,55%) se encontram em uma das 211 plataformas de e-commerce mapeadas, aumento de 2,52 pontos percentuais sobre o resultado de 2019.

“Muitos negócios migraram para a versão online por causa da pandemia, para serem capazes de manter um mínimo de vendas e conseguirem sobreviver. Isso, claro, somado ao amadurecimento que o setor vem apresentando no decorrer dos últimos anos. Em 2019, o crescimento já havia batido os 37%. O meio digital é o caminho natural para qualquer empresa que tenha a pretensão de se manter viva e atuante no mercado, mas a Covid acelerou a tomada de decisão de muitos lojistas. Como sempre, crise e oportunidade parecem caminhar juntas”, diz Thiago Chueiri, diretor de desenvolvimento de negócios do PayPal Brasil

Números da pesquisa

  • O e-commerce já é responsável por 8,48% do total de sites na internet brasileira. Essa fatia não passava de 2,65% há cinco anos.
  • 88,77% dos sites de e-commerce no Brasil recebem até 10 mil visitas mensais; no extremo oposto, 8,73% são grandes sites, com mais de meio milhão de visitas mensais. Os 2,5% restantes estão na faixa intermediária: recebem entre 10 mil e meio milhão de visitas por mês.
  • Perto de 3/4 dos e-commerces (76,55%) oferecem até dez produtos em seus sites; 12,17% oferecem de 11 a 100 produtos; enquanto 11,28% apresentam mais de uma centena de produtos.
  • São Paulo é o estado que concentra a grande maioria dos e-commerces no Brasil: 58,95% deles. Em segundo lugar, bem atrás, está o Rio de Janeiro: em terceiro, Minas Gerais, com 6,2%.
  • Mais de três quartos (76,67%) das ofertas de produtos nos e-commerces brasileiros custam menos de R$ 100; 10,31% delas situam-se entre R$ 100,01 e R$ 500; em seguida há a faixa dos produtos acima de R$ 1 mil, com participação de 10,07%. Vale notar que a faixa de preços com a menor participação, 2,95%, é a das ofertas entre R$ 500,01 e R$ 1 mil (*).
  • As mídias sociais já são adotadas por cerca de 70% (68,63%) das lojas online.
  • O YouTube cresceu em importância no e-commerce brasileiro: entre as lojas online que se utilizam de mídias sociais, ele está presente em 39,87%, aumentando sua participação em 7,65 pontos percentuais em relação a 2019. A plataforma fica atrás apenas do Facebook, presente em 54,18% dos comércios eletrônicos do País. Na sequência vêm Twitter, com 30,45% de participação; Instagram, com 21,16%; e Pinterest, com 4,81%.
  • Entre as soluções adotadas pelas lojas online, a mais popular é a das plataformas fechadas (63,41%), que vêm conquistando participação gradual e constante desde o início da série histórica. Em seguida, as lojas sem plataforma são o formato preferido por quase um quarto dos e-commerces (23,45%). Plataformas abertas respondem por apenas 13,14% do total de e-commerces.
  • A adesão ao SSL (Secure Sockets Layer), uma camada de segurança que criptografa os dados transacionados entre consumidor e loja online, voltou a crescer e hoje está em 88,43%. Só foi maior em 2017, quando chegou a 91,27%.
  • 81,96% dos e-commerces no País já são responsivos, ou seja, estão preparados para serem acessados em qualquer tela, inclusive a do celular. Este é mais um recorde desta edição da pesquisa.
  • A presença de analytics caiu 6,4 pontos percentuais entre as lojas online este ano, para uma participação de 48,55%.

Por Leda Cavalcanti

Redação Eletrolar News

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